O volume diário do recolhimento aumentou nas duas últimas semanas, alcançando a média diária de 530 mil moedas. Com isso, o BC estima que vá recolher 42 milhões dessas moedas até o Natal. O recolhimento maior deve ocorrer entre o final dezembro e 22 março de 2004. Após esse dia, as velhas moedas de um R$ 1 continuarão a serem trocadas apenas no Banco Central e em algumas agências do Banco do Brasil, por prazo indeterminado. É importante lembrar que não haverá nenhuma mudança nos prazos.
Segundo o Departamento do Meio Circulante do BC (Mecir), houve, na prática, até agora, uma troca de moedas, já que nesse mesmo período o BC colocou no mercado outras 20,6 milhões de novas moedas de R$ 1 real com friso dourado. Trata-se de uma coincidência, já que as moedas velhas podem ser trocadas por cédulas ou por conjunto de moedas de menor valor. O Mecir conta com 73 milhões de novas moedas de R$ 1 em estoque que asseguram a retirada das outras moedas sem causar transtornos.
Essa é a primeira vez que o Brasil faz esse tipo de troca de moedas, ação que no passado esteve associada ao processo de alta de inflação. As razões para a troca se devem à necessidade de aprimoramento do chamado meio circulante, de modo a facilitar a identificação e a aumentar a segurança do dinheiro brasileiro.
À medida que forem retiradas de circulação, as moedas serão conferidas, descaracterizadas e transformadas em discos de aço inoxidável. A partir daí, vendidas como sucatas para siderúrgicas que poderão reaproveitar o material.
O recolhimento das moedas de R$ 1 real de aço inoxidável está previsto e regulamentado no Comunicado 11.442 de 19 de setembro de 2003.
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