O recolhimento realizado até agora representa 16,19% do total dessas moedas que estavam em circulação. A partir de amanhã, a população terá três meses para trocar suas moedas em qualquer agência bancária. Depois do dia 22 de março a troca, por tempo indeterminado, só poderá ser feita no próprio Banco Central e em algumas agências do Banco do Brasil.
O volume diário do recolhimento aumentou nos últimos dias e, em média, o BC vem retirando do mercado cerca de meio milhão de moedas por dia. Na última sexta-feira, o volume recolhido atingiu 723 mil moedas. A maior parte do recolhimento deverá ocorrer mesmo até o dia 22 março de 2004, quando encerra o prazo para troca na rede bancária.
Segundo o Departamento do Meio Circulante do BC (Mecir), houve na prática, até agora, uma troca de moedas, já que nesse mesmo período o BC colocou no mercado outras 20,6 milhões de novas moedas de R$ 1 real com borda dourada. Trata-se de uma coincidência, já que as moedas velhas podem ser trocadas por cédulas ou por conjunto de moedas de menor valor. O Mecir conta com 73 milhões de novas moedas de R$ 1 em estoque, o que assegura a retirada das outras moedas sem causar transtornos à população.
Essa é a primeira vez que o Brasil faz este tipo de troca de moedas, ação que no passado esteve associada ao processo de alta de inflação. As razões para a troca devem-se à necessidade de aprimoramento do meio circulante, de modo a facilitar a identificação e a aumentar a segurança do dinheiro brasileiro.
À medida que forem retiradas de circulação, as moedas serão conferidas e descaracterizadas. A sucata de aço inoxidável será vendida a siderúrgicas interessadas, que poderão reaproveitar o material.
O recolhimento das moedas de R$ 1 real de aço inoxidável está previsto e regulamentado no Comunicado 11.442 do Banco Central, de 19 de setembro de 2003.