Notícia
01/07/2004

Representante do BC preside grupo de trabalho internacional sobre sistema de pagamentos

José Antonio Marciano preside grupo internacional sobre sistemas de pagamentos para América Latina e Caribe.

O chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos do Banco Central (Deban), José Antonio Marciano, é o novo presidente do Grupo de Trabalho sobre Sistemas de Pagamentos para América Latina e Caribe ( clique aqui para saber mais sobre o Grupo de Trabalho). Trata-se de um comitê que reúne representantes de dezenove países, onde são trocadas experiências e informações sobre o funcionamento de sistemas de pagamentos nesses países.

A escolha do Brasil para a liderança desses trabalhos é resultado da maior participação do Banco Central em fóruns internacionais. Atualmente o Deban integra, também, grupo de trabalho criado pelo Committee on Payment and Settlement Systems (CPSS), organismo do Banco de Compensações Internacionais (BIS), para indicar diretrizes gerais para o desenvolvimento de sistemas de pagamentos, inclusive no que diz respeito ao processo de condução de reformas nessa área (Working Group on General Guidance for Development of Payment Systems). Antes, o Deban participou do grupo de trabalho que estabeleceu os princípios fundamentais para sistemas de pagamentos sistemicamente importantes (Core Principles for Systemically Important Payment System, 2002), também criado pelo comitê do BIS.

De acordo com o chefe do Deban, o Brasil ganha com a participação nesses fóruns internacionais porque pode verificar se realmente adota as melhores práticas em seu sistema de pagamentos, além de divulgar como, de fato, as operações financeiras são conduzidas no País. “E nós estamos bastante avançados, portanto podemos mostrar ao mercado internacional o grau de solidez e sofisticação dos nossos sistemas e de nossas regras”, afirmou Marciano, explicando que algumas experiências brasileiras como a câmara de câmbio tem despertado o interesse de outros países. “Esse esclarecimento é importante também porque o funcionamento do mercado bancário é um dos fatores que integram a percepção do risco dos investidores acerca de um País”, afirmou.

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