Notícia
02/12/2013

FSB Regional das Américas faz sua 5ª reunião no Rio de Janeiro

Realizada a 5ª reunião do FSB Regional das Américas para discutir estabilidade financeira e reformas regulatórias.

​O Banco Central do Brasil presidiu hoje a 5ª Reunião do Financial Stability Board (FSB) Regional Consultative Group (RCG) for the Americas, no Rio de Janeiro.
 
Durante a reunião, os membros receberam informações atualizadas sobre as prioridades e o plano de trabalho do FSB, incluindo a constituição de instituições financeiras resilientes, a eliminação do “Too-Big-To-Fail” (grande demais para quebrar), a transformação do sistema financeiro paralelo (“shadow banking”) e o aumento da segurança no mercado de derivativos. Os membros também discutiram as vulnerabilidades do sistema financeiro global e as questões sobre a estabilidade financeira regional, incluindo o impacto potencial, para a região, de mudanças na política monetária acomodatícia.
 
Os membros avaliaram as práticas atuais adotadas por bancos com atuação internacional, na mensuração de riscos a nível consolidado e suas implicações para os países onde operam. Os participantes também revisaram as avaliações sobre instituições financeiras paralelas (“shadow banking”) e suas atividades na região com base no exercício de monitoramento conduzido por seus membros.
 
As discussões sobre reformas regulatórias focaram-se: i) no arcabouço de políticas do FSB e no progresso do endereçamento do “Too-Big-To-Fail” (grande demais para quebrar); ii) nas recomendações de políticas de alto nível para o fortalecimento da supervisão e regulamentação do sistema financeiro paralelo (“shadow banking”); e iii) nos desenvolvimentos recentes da cooperação entre países com vistas à implementação de reformas do mercado de derivativos de balcão. O Brasil compartilhou sua experiência com o registro de contratos de derivativos de balcão (OTC) e outros ativos financeiros.
 
A 5ª reunião do FSB RCG for the Americas foi presidida por Alexandre Antonio Tombini, presidente do Banco Central do Brasil. Os membros incluem autoridades financeiras da Argentina, Barbados, Bermudas, Bolívia, Brasil, Ilhas Virgens Britânicas, Canadá, Ilhas Cayman, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Estados Unidos.
 
Notas aos editores
A Carta do FSB determina que o FSB “consulte amplamente seus membros e outras partes interessadas incluindo o setor privado e autoridades não-membro. Este processo deve incluir a participação dos FSB Regional Consultative Groups[1][2] e incluir países não participantes dos Regional Consultative Groups”. No encontro de Toronto em junho de 2010, os líderes do G20 se comprometeram com este processo determinando ao FSB que “expanda e formalize suas atividades além dos membros do G20 para refletir a natureza global do nosso sistema financeiro”.[3]
 
O FSB foi estabelecido para coordenar no plano internacional o trabalho das autoridades financeiras nacionais e instituições que definem padrões internacionais, e para desenvolver e promover a efetiva implementação da regulamentação, da supervisão e de outras políticas do setor financeiro, visando a estabilidade financeira. Ele congrega autoridades nacionais responsáveis pela estabilidade financeira de 24 países e jurisdições, instituições financeiras internacionais, associações internacionais de reguladores e supervisores de segmentos específicos e comitês de especialistas de bancos centrais. Através de seus seis grupos consultivos regionais, o FSB será capaz de desenvolver iniciativas de políticas financeiras globais através de um processo mais inclusivo.
O FSB é presidido por Mark Carney, president do Banco da Inglaterra (Bank of England). Seu secretariado está sediado em Basileia, Suíça, e é hospedada pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS).
 
Para informações adicionais sobre o FSB, visite o Web site www.financialstabilityboard.org<http://www.financialstabilityboard.org/>.
[2]    Os grupos consultivos regionais do FSB foram estabelecidos para as seguintes regiões: Américas, Ásia, Comunidade de Estados Independentes, Europa, Oriente Médio e África do Norte e África Subsaariana.
 
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Brasília, 2 de dezembro de 2013.
Banco Central do Brasil
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