O Banco Central inaugura, no dia 10 de junho, a exposição “A Persistência da Memória” na Galeria de Arte. A mostra contará a trajetória do acervo artístico do Museu de Valores do Banco Central desde a chegada das obras à instituição.
A abertura da exposição será realizada pelo presidente do Banco Central Alexandre Tombini e por Luiz Edson Feltrim, diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania, no Salão Nobre, onde se encontra o quadro Descobrimento do Brasil, de Candido Portinari. O presidente Alexandre Tombini fará o discurso de abertura às 18 horas.
A mostra fará uma alternância a cada quatro meses da Coleção de Arte do Museu de Valores do Banco Central para que a totalidade das obras seja exposta ao público ao longo de dois anos, reafirmando o compromisso do Banco Central com a preservação e divulgação do patrimônio cultural do povo brasileiro.
Além das salas Cenas Brasileiras e Bandeira do Brasil, simbolizando os dois principais períodos de aquisição do acervo, grande parte das obras será exibida em um ambiente de reserva técnica, o espaço físico destinado ao armazenamento seguro do acervo quando as peças não estão em exibição.
A mostra será dividida em seis módulos curatoriais – O Brasil Brasileiro, Entre a Figuração e a Abstração, O Poder da Arte, Anos Rebeldes, Da Multiplicidade de Formas e Conceitos e A Persistência da Memória. Os módulos abordarão diferentes pontos da coleção, narrando as influências do cenário político, econômico e cultural do século XX nas obras de arte.
Seis Módulos Curatoriais
Entre a Figuração e a Abstração, o segundo módulo da mostra, apresentará as variantes da abstração no Brasil e sua tensa relação com o figurativismo, acirrada a partir dos anos 1950. Para ilustrar essa etapa estarão obras dos artistas Vicente do Rêgo Monteiro, Milton Dacosta, Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Babinski, entre outros.
O terceiro módulo, O Poder da Arte, tratará do panorama das artes no Brasil entre os anos 1950 e o período do milagre econômico, apresentado sob a ótica das instituições de arte que se estabeleceram nesse período. O foco será na história da Galeria Collectio, cuja coleção viria a compor a grande maioria do acervo de arte do Banco Central. Os artistas que participam desse módulo são Tarsila do Amaral, Guilherme de Faria, Babinski, Tuneu, Alfredo Volpi, Candido Portinari, entre outros.
O quarto módulo, Anos Rebeldes, apresentará o panorama politico, econômico e cultural dos anos 1970, englobando a crise do petróleo, os movimentos de contracultura, a guerra do Vietnã, o final do milagre econômico, o tropicalismo, a crise bancária e a relação com a recepção de obras de arte pelo Banco Central. Entre os artistas, estarão Aldemir Martins, Guilherme de Faria, Ivan Freitas, Babinski e Grassmann.
Da Multiplicidade de Formas e Conceitos, o quinto e penúltimo módulo, apresentará a nova configuração global a partir dos anos 1980, com a queda do muro de Berlim, a redemocratização nos países da América Latina, o Fundo Monetário Internacional e o neoliberalismo. O foco das obras estará nas 25 serigrafias da coleção Ecoarte, lançada por ocasião da Rio 92, em diálogo com obras modernistas do acervo.
O módulo A Persistência da Memória fecha a exposição trazendo os fundamentos do movimento surrealista, identificando o surreal e o onírico na coleção e fazendo uma comparação entre o surrealismo no mundo e no Brasil. Obras dos artistas Salvador Dali, Ismael Nery, Emiliano Di Cavalcanti, Cicero Dias e Vasco Prado farão parte do módulo.
Evento: Abertura da exposição “A Persistência da Memória”
Local: Galeria de Arte do Banco Central
Data e horário: 10/6 às 18h
Horário de funcionamento: De terça a sexta, de 10h às 18h. A galeria abrirá dois sábados do mês de junho, 14/6 e 21/6, de 14 horas às 18 horas. A partir de agosto, a galeria abrirá no primeiro sábado do mês, de 14 horas às 18 horas.
Banco Central do Brasil
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