A exposição A Persistência da Memória, que conta a história do acervo artístico mantido pelo BC, foi reaberta nessa terça-feira (16) pela Galeria de Arte do Museu de Valores, como parte da programação da 15ª Semana Nacional de Museus. Exibida inicialmente entre junho de 2014 e abril de 2016, a mostra ficará em cartaz por mais tempo, em atenção ao pedido feito pelo público, especialmente os grupos escolares, que não conseguiu visitar todos os módulos da exposição.
“Os seis módulos, que foram exibidos ao público nos últimos três anos, permitiram divulgar toda a trajetória do nosso acervo artístico e receberam mais de 10 mil visitantes”, conta Elvira Cruvinel, chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira. “A Persistência da Memória se tornou um instrumento de aproximação do BC com a sociedade”, avalia.
Brasil Brasileiro, primeiro dos seis módulos, faz um panorama das artes no Brasil entre a Semana de Arte Moderna de 1922 e a Segunda Guerra, tratando da busca dos artistas da época por criar uma arte essencialmente brasileira e estabelecer uma identidade nacional. São destaques as obras Composição, Bandeira do Brasil, de Alfredo Volpi; Samba, de Candido Portinari; Cena de rua com mulher, de Emiliano Di Cavalcanti; Nordeste, de Antônio Bandeira, Trabalhadores, de Tarsila do Amaral; e a escultura Cavalo ferido, de Vasco Prado.
A nova edição da exibição contará com QR Codes, que possibilitam ao visitante ler, em um smatphone ou tablet, as informações sobre as obras. O código poderá ser encontrado na entrada da Galeria, junto ao painel que traz o histórico da exposição.
Próximos módulos
Com obras de Alfredo Volpi, Aldo Bonadei, Babinski, entre outros, o segundo módulo de A Persistência da Memória, Entre a figuração e a abstração, apresenta as variantes da abstração no Brasil e sua relação com o figurativismo, acirrada a partir dos anos 1950.
O terceiro módulo, O poder da arte, expõe obras de Tarsila do Amaral, Guilherme de Faria, Babinski, Tuneu, Alfredo Volpi e Candido Portinari, entre outros. Ele trata do panorama das artes no país entre os anos 1950 e o período que ficou conhecido como “milagre econômico”, apresentado sob a ótica das instituições de arte que se estabeleceram nesse período.
O quarto módulo, Anos rebeldes, apresenta o panorama político, econômico e cultural dos anos 1970, trazendo os artistas Aldemir Martins, Guilherme de Faria, Ivan Freitas, Babinski e Grassmann.
Da multiplicidade de formas e conceitos, quinto módulo da mostra, consiste nas 25 serigrafias da coleção Ecoarte, lançada por ocasião da Rio 92, e em obras modernistas do acervo.
O último módulo, intitulado A persistência da memória, trata dos fundamentos do movimento surrealista, com obras de Salvador Dali, Ismael Nery, Emiliano Di Cavalcanti, Cicero Dias e Vasco Prado.
Programação
Local: Galeria de Arte do Banco Central (SBS, Quadra 3, Bloco B, Ed. Sede do Banco Central)
Horário de funcionamento: De terça a sexta, de 10h às 18h
Acesso: O visitante precisa apresentar documento com foto para ter acesso à exposição