Os investimentos administrados por gestores de patrimônio cresceram 0,2% e alcançaram R$ 64,5 bilhões em 2014. Essa evolução foi puxada especialmente pelo avanço na renda fixa, segundo relatório¿ divulgado pela ANBIMA.
O crescimento de 29,7% em títulos privados nas carteiras administradas, de R$ 9,8 bilhões para R$ 12,7 bilhões, foi reflexo de um cenário macroeconômico incerto e atípico por conta das eleições, segundo Richard Ziliotto, diretor da ANBIMA e presidente do Comitê de Gestores de Patrimônio.
“Historicamente, em períodos de maior volatilidade o investidor mantém a cautela e adota uma postura mais conservadora. No entanto, de forma geral, a carteira do investidor atendido pelos gestores de patrimônio ainda se mantém sofisticada, com 25,6% dos ativos em fundos multimercado e 23,2% em renda variável”, afirma.
Segundo Ziliotto, no caso dos títulos privados, a flexibilidade dos títulos isentos – as LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) – foram determinantes para o crescimento das alocações no curto prazo, por aliar o baixo risco com a isenção do imposto de renda.
Com relação ao domicílio dos clientes, São Paulo responde com a maior concentração, com 68,3% dos ativos sob gestão, no valor de R$ 44,08 bilhões – alta de 4,2% com relação a 2013. No número de relacionamentos a situação também é semelhante, com 85% dos clientes atendidos em São Paulo.