O segmento de gestão de patrimônio cresceu 17,3% em 2015, com R$ 74,6 bilhões de ativos sob gestão, contra R$ 63,6 bilhões registrados no mesmo período em 2014. Com a alta volatilidade dos mercados, devido à crise político-econômica e alta dos juros, o investidor preferiu produtos mais conservadores e a participação dos ativos em renda fixa atingiu o maior patamar desde 2012, com 47,3% de participação, segundo nossasEstatísticas de Gestores de Patrimônio, divulgadas na terça, dia 29 de março.
Veja mais
Cadastre-se e receba todas as nossas publicações gratuitamente!
“Em momentos de incerteza, as instituições adotam uma estratégia de preservação de patrimônio, como forma de atender o investidor mais avesso a riscos. É uma tendência que foi observada especialmente na migração dos fundos multimercados e produtos de renda variável para a renda fixa”, afirma Richard Ziliotto, diretor da ANBIMA e presidente do Comitê de Gestão de Patrimônio.
Em 2012, a participação dos ativos de renda fixa era de 33,2% nas carteiras, enquanto na renda variável era de 35,6%. Em 2015, essa proporção se inverteu, com a participação de 25% dos ativos de renda variável e 47,3% na renda fixa.
Entre os ativos que mais cresceram nas carteiras destacam-se os fundos de investimentos de renda fixa com variação de 51,4%, seguidos por FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) com 43,3% e títulos públicos com 39%. Em volume, há predominância nas carteiras de títulos privados com R$ 16,9 bilhões (produtos isentos, especialmente, LCI e LCA – Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito Agrícola).
Mesmo registrando crescimento de 14% no volume, os fundos multimercados tiveram a participação reduzida nas carteiras, passando de 25,8% em 2014 para 25% em 2015. Na renda variável, houve redução de volume e participação, de R$ 14,7 bilhões para R$ 12,9 bilhões e 23,2% para 17,3% respectivamente.
Ativos por domicílio do cliente
A região Sudeste continua liderando em volume de ativos sob gestão por região, com a cidade de São Paulo respondendo por 63,4% da participação, com R$ 47,3 bilhões. O destaque fica por conta da região Centro-Oeste, que mesmo com uma participação pequena no segmento (0,4%) tem registrado aumento no volume sob gestão, com R$ 326 milhões.
Ampliação da estatística
Em 2015, 11 instituições aderiram ao Código de Gestão de Patrimônio e passaram a fazer parte da estatística, acrescentando um volume de R$ 7,4 bilhões em ativos sob gestão e 742 em número de relacionamentos. Ao todo, 27 instituições compõem atualmente o relatório da ANBIMA.
Considerando as mesmas instituições em 2014 e 2015, o segmento apresenta um crescimento de 6,4% no ano e queda de 27,1% no número de relacionamentos.