O primeiro bimestre de 2015 foi marcado pela concentração das captações das companhias brasileiras em títulos domésticos de renda fixa. Assim como em janeiro, não foram realizadas ofertas com ações ou captações no mercado internacional no mês, conforme mostra o Boletim ANBIMA de Mercado de Capitais¿. Com isso, fevereiro é o quarto mês consecutivo sem operações no segmento local de renda variável e o terceiro mês sem emissões externas.
A desaceleração na captação de recursos também tem impactado o volume das ofertas domésticas com títulos de dívida. Em fevereiro, os dados consolidados até o momento apontam para um volume mensal de R$ 1 bilhão, muito abaixo da média de 2014, que chegou a R$ 10,6 bilhões por mês. Foram realizadas apenas três ofertas de debêntures, seguidas de duas captações com notas promissórias, e uma emissão de CRI.¿
Já no mercado internacional, a elevação da percepção de risco país por parte dos investidores estrangeiros, e as questões relacionadas à divulgação do balanço da Petrobras, que usualmente é a responsável pela abertura das operações externas, justificam a ausência de ofertas.