Com a melhora das expectativas dos investidores em abril, os índices de renda fixa de duration mais longa mostraram recuperação após apresentarem desempenhos abaixo do IMA-S, índice que reflete a rentabilidade da taxa Selic. A análise é do Panorama ANBIMA de abril.
Entre os fatores que contribuíram para o quadro favorável estão a indicação do FED (Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos, na sigla em inglês) de postergar a elevação de juros e a decisão da agência Fitch em manter o grau de investimento do Brasil, que fizeram recuar o ritmo de desvalorização do Real. No plano doméstico, houve a redução da inflação de serviços refletida pelo IPCA em março.
O cenário permitiu que o IRF-M 1+ e IMA-B 5+ registrassem retornos positivos no mês, no entanto há um consenso de que essa melhora ainda não pode ser considerada uma tendência capaz de alterar o perfil de alta volatilidade e preferência por ativos e operações de curto prazo.
No mercado de capitais, o total de emissões corporativas no primeiro trimestre foi de apenas R$ 10,1 bilhões, o volume mais baixo dos últimos sete anos. Em março, os únicos títulos distribuídos foram no segmento de dívida do mercado doméstico, concentrados em debêntures (R$ 2,4 bilhões) e notas promissórias (R$ 650 milhões), com um volume total de R$ 3,1 bilhões. No entanto, o anúncio de medidas de incentivo às captações locais de renda fixa para o financiamento de investimentos, em especial os de longo prazo, e a divulgação do balanço da Petrobras trazem perspectivas positivas para o mercado.