Notícia
18/06/2015

Captações positivas sinalizam retomada do crescimento da indústria de fundos

Indústria de fundos registra captação líquida positiva e crescimento no primeiro semestre de 2015.

A indústria de fundos voltou a registrar captação líquida em maio, de R$ 9,5 bilhões, acumulando R$ 22,2 bilhões nos primeiros cinco meses de 2015. De acordo com oPanorama ANBIMA de junho, o consolidado é 158% superior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Os dados reforçam a expectativa para o ano de maior captação líquida na comparação com 2014, quando o indicador ficou em R$ 2,2 bilhões. Na captação merecem destaque os fundos nas categorias Curto Prazo, Referenciado DI e Previdência. Por rentabilidade, destacaram-se os fundos do tipo Renda Fixa Índices, com alta de 1,65%, puxado pelo desempenho do IMA (Índice de Mercado ANBIMA), em especial o IMA-B – que reflete títulos públicos indexados ao IPCA – que subiu 2,57% em maio. Os tipos Multimercado Macro e Multiestratégia, com altas de 2,52% e 2,47%, respectivamente, também se destacaram no mês, com os desempenhos influenciados pela variação cambial de 6,19%.

No mercado de capitais, as companhias brasileiras voltaram a captar no exterior. As primeiras operações de 2015 foram o lançamento de ADRs (American Depositary Receipts) pela Telefonica Brasil e duas operações com bonds (títulos de dívida no exterior): uma da Votorantim Cimentos e outra do Itaú Unibanco. Com a publicação dos resultados financeiros da Petrobras, no dia 22 de maio, houve uma melhora na percepção de risco dos ativos brasileiros pelos investidores estrangeiros. Com isso, não apenas foram captados US$ 2,1 bilhões por empresas brasileiras em maio, como o processo de novas emissões ganhou fôlego no início de junho. Na primeira quinzena do mês, o volume das operações externas já supera US$ 5 bilhões. 

A incerteza marcou o cenário econômico no primeiro semestre e se refletiu nas previsões da taxa Selic para o ano e, consequentemente, no mercado de renda fixa. Nesse período, o Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da ANBIMA revisou a meta de 12,50% para 14% ao ano. A melhora do ambiente político em relação ao início do ano e a recuperação da demanda por títulos de maior durations  resultaram em uma valorização expressiva das NTN-B no período. Em paralelo, foi reforçada a percepção de valorização das LFTs, ativos que são balizados pela taxa Selic, mitigando as incertezas quanto à rentabilidade desses ativos no curto prazo. Esse movimento, por outro lado, limitou o ganho de se manter exposição prefixada no curto e médio prazo. A rentabilidade do IMA e seus subíndices no ano também reflete esse quadro. Até o dia 10 de junho, o IMA- B5+, que replica a carteira das NTN-B acima de cinco anos, registrou a melhor performance do ano, com uma rentabilidade acumulada de 9,84% . A carteira das LFTs, expressa pelo IMA-S, variou 5,18%, superando as carteiras prefixadas até e acima de um ano, IRF-M 1 e IRF-M 1+, respectivamente.