No próximo sábado, dia 4/7, o Banco Central exibirá ao público a exposição “A Persistência da Memória”, o Museu de Valores e o grande painel “Descobrimento do Brasil”, de Candido Portinari, seguindo o calendário de visitação em todo primeiro sábado do mês.
A Galeria de Arte e o Museu de Valores abrem também durante a semana, de terça a sexta-feira, de 10 horas às 18 horas. A última oportunidade de visitar o terceiro módulo, chamado O Poder da Arte, será no sábado, dia 4/7, quando a Galeria de Arte fechará para a montagem do quarto módulo, Anos Rebeldes. A previsão de reabertura ao público é dia 16/7.
O Poder da Arte trata do panorama das artes no Brasil entre o pós-guerra e o período do milagre econômico, apresentado sob a ótica das instituições de arte que se estabeleceram nesse período. O foco é na história da Galeria Collectio, cuja coleção viria a compor a grande maioria do acervo de arte do Banco Central. Os artistas que participam desse módulo são Tarsila do Amaral, Guilherme de Faria, Babinski, Tuneu, Alfredo Volpi, Candido Portinari, entre outros.
O quarto módulo, Anos Rebeldes, apresentará o panorama politico, econômico e cultural dos anos 1970, englobando a crise do petróleo, os movimentos de contracultura, a guerra do Vietnã, o final do milagre econômico, o tropicalismo, a crise bancária e a relação com a recepção de obras de arte pelo Banco Central. Entre os artistas, estarão Aldemir Martins, Guilherme de Faria, Ivan Freitas, Babinski e Grassmann. “A Persistência da Memória” Inaugurada em junho de 2014, a mostra “A Persistência da Memória” conta a trajetória do acervo artístico do Museu de Valores do Banco Central desde a chegada das obras à instituição. A exposição foi dividida em seis módulos curatoriais de quatro meses. A alternância de obras reafirma o compromisso do Banco Central com a preservação e divulgação do patrimônio cultural do povo brasileiro.
Grande parte das obras está exibida em um ambiente de reserva técnica, o espaço físico destinado ao armazenamento seguro do acervo quando as peças não estão em exibição. As salas Cenas Brasileiras e Bandeira do Brasil também fazem parte da exposição, simbolizando os dois principais períodos de aquisição do acervo.
Os seis módulos curatoriais – Brasil Brasileiro, Entre a Figuração e a Abstração, O Poder da Arte, Anos Rebeldes, Da Multiplicidade de Formas e Conceitos e A Persistência da Memória – foram concebidos para abordar diferentes pontos da coleção, narrando as influências do cenário político, econômico e cultural do século XX.
Brasil Brasileiro, o primeiro módulo da exposição, apresentou um panorama das artes no Brasil entre a Semana de Arte Moderna de 1922 e a segunda guerra mundial, tratando da busca dos artistas da época em criar uma arte essencialmente brasileira e estabelecer uma identidade nacional. Entre a Figuração e a Abstração apresentou as variantes da abstração no Brasil e sua tensa relação com o figurativismo, acirrada a partir dos anos 1950.
Da Multiplicidade de Formas e Conceitos, o quinto e penúltimo módulo, apresentará a nova configuração global a partir dos anos 1980, com a queda do muro de Berlim, a redemocratização nos países da América Latina, o Fundo Monetário Internacional e o neoliberalismo. O foco das obras estará nas 25 serigrafias da coleção Ecoarte, lançada por ocasião da Rio 92, em diálogo com obras modernistas do acervo.
O módulo A Persistência da Memória fecha a exposição trazendo os fundamentos do movimento surrealista, identificando o surreal e o onírico na coleção e fazendo uma comparação entre o surrealismo no mundo e no Brasil. Obras dos artistas Salvador Dali, Ismael Nery, Emiliano Di Cavalcanti, Cicero Dias e Vasco Prado farão parte do módulo. Evento: Último dia para visitar o terceiro módulo da Exposição “A Persistência da Memória”, exibição do painel “Descobrimento do Brasil” de Candido Portinari e visitação ao Museu de Valores.
Local: Galeria de Arte, Salão Nobre de Reuniões e Museu de Valores do Banco Central.
Horário de funcionamento: Dia 4/7, sábado, das 14 horas às 18 horas, seguindo o calendário de exibição ao público todo primeiro sábado do mês. A exposição “A Persistência da Memória” também abre de terça a sexta, das 10h às 18h.
Acesso: O visitante precisa apresentar documento com foto para ter acesso à exposição.
Banco Central do Brasil
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(61) 3414-2808