Os recursos administrados por gestores de patrimônio cresceram 7,7% no semestre, na comparação com dezembro do ano passado, passando de R$ 63,6 bilhões para R$ 68,5 bilhões, segundo relatório divulgado nesta quinta. O volume de investimentos em renda fixa puxou a alta, com expansão de 14,8%, passando de R$ 25,1 bilhões para R$ 28,9 bilhões.
“A participação dos produtos isentos, as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito Agrícola), continua como destaque nas carteiras dos investidores na renda fixa, mas os fundos multimercados e a renda variável ainda têm a preferência dos clientes, com uma participação de 48,4%. O que vimos foi uma movimentação decorrente da conjuntura econômica instável, que faz os investidores preferirem ativos mais conservadores”, afirma Richard Zilliotto, diretor da ANBIMA.
No semestre, os fundos multimercados cresceram 2,9%, subindo de R$ 16,3 bilhões para R$ 16,8 bilhões. Na renda variável, a alta foi de 10,4% frente a dezembro do ano passado, saltando de R$ 14,7 bilhões para R$ 16,2 bilhões.
São Paulo se mantém como o Estado com maior volume de recursos administrados - R$ 45,4 bilhões, correspondentes a 66,3% do total. A região Centro-Oeste foi a que registrou o maior crescimento no semestre, de 220,7%, ao passar de R$ 68 milhões para R$ 217 milhões administrados, equivalentes a 0,3% de participação.
Com a saída de duas instituições, que se desvincularam do código de Gestão de Patrimônio da ANBIMA, houve queda de 8,3% no número de grupos econômicos que integram as estatísticas, de 3.874 grupos investidores em dezembro do ano passado para 3.553 em junho deste ano.