As captações realizadas pelas companhias brasileiras alcançaram R$ 10,9 bilhões no terceiro trimestre, o volume mais baixo dos últimos sete anos. Segundo o Panorama ANBIMA deste mês¿, o baixo volume de operações de setembro, que se limitou a R$ 2 bilhões, contribuiu para acentuar o resultado negativo do terceiro trimestre.
A volatilidade no câmbio e o rebaixamento da avaliação de risco do país pela segunda agência classificadora de rating em menos de dois meses expressam o cenário de dificuldade das companhias em acessar o mercado internacional. No segmento doméstico, a retração do investidor internacional e a volatilidade dos preços dos ativos no mercado secundário continuam impedindo a realização de novas emissões com ações em 2015.
Renda Fixa
O mercado de renda fixa continua refletindo a deterioração das expectativas dos investidores quanto à recuperação da economia brasileira e ao cenário político. Um dos indicadores da piora das condições de negócios é o patamar inédito do saldo das operações compromissadas das instituições financeiras com o Banco Central, que superou a marca de R$ 1 trilhão. Contribui para a elevação dessas operações o cancelamento dos leilões de LTN e NTN-F que estavam previstos para setembro, comprometendo a rolagem dos R$ 145 bilhões em LTNs que venceram em 1º de outubro.
Fundos de investimento
A piora do cenário econômico levou à expressiva valo¿rização do dólar em setembro, além de novos recuos do IMA-Geral e do Ibovespa. Nesse contexto, os fundos cambiais registraram alta de 9,92% e foram novamente destaque de rentabilidade no mês, seguidos pelos fundos Multimercados Multiestratégia, cuja valorização foi de 3,44%.
O aumento da incerteza também elevou a demanda por ativos de renda fixa de curto prazo, levando os fundos Referenciado DI e Curto Prazo a apresentarem as maiores rentabilidades entre os fundos de renda fixa. Na categoria Ações, a gestão ativa permitiu a alguns fundos mitigarem as perdas ocorridas no mercado acionário.