Notícia
10/12/2015

Fundos: indústria registra captação líquida de R$ 7,9 bilhões até novembro

Indústria de fundos registra captação líquida de R$ 7,9 bilhões até novembro, com destaque para fundos de Previdência e Participação.

Em um ano marcado pela alta da taxa de juros e da volatilidade dos mercados, a indústria de fundos manteve o ritmo de expansão e registrou captação líquida de R$ 7,9 bilhões até novembro. O resultado foi concentrado nos fundos de Previdência, que registraram a maior captação da história, com R$ 32,6 bilhões, e os fundos de Participação, com R$ 18,9 bilhões. As informações são do Boletim ANBIMA de Fundos de Investimento de dezembro.

“Foi um ano atípico, marcado pela alta na taxa de juros e forte aversão ao risco por parte do investidor. A indústria se manteve forte mesmo diante a alta volatilidade, com um crescimento expressivo puxado pelo investidor do Varejo, que viu nos fundos mais conservadores, em especial na Renda Fixa, uma opção mais competitiva e segura”, afirma Carlos Massaru, vice-presidente da ANBIMA.
Saiba mais:

Em rentabilidade, mesmo perdendo em participação no total da indústria, os fundos de Ações Investimento no Exterior e Multimercados Dinâmicos foram os grandes destaques com a alta do dólar. Até novembro, o tipo Ações Investimento no Exterior registrou retorno de 31,95%, enquanto o tipo Multimercados Dinâmicos teve ganho de 32,58% no mesmo período. 

Com Patrimônio Líquido de R$ 2,9 trilhões até novembro, a indústria registrou avanços no arcabouço regulatório em 2015, com a entrada em vigor da instrução CVM nº 555, que reformulou as regras do setor, e a nova classificação ANBIMA. Segundo Massaru, a expectativa é que os efeitos das mudanças se estendam ao longo do primeiro semestre de 2016, com a continuidade do processo de adequação das carteiras dos fundos às novas regras.

“Os efeitos das mudanças foram tímidos este ano, em parte pela conjuntura econômica desfavorável, que trouxe um perfil mais conservador às carteiras. Para o próximo ano, estamos otimistas que as novas regras permitirão aos investidores uma maior diversificação, à medida que o cenário macroeconômico for mais favorável”, diz.¿