Em fevereiro, reforçaram-se as apostas dos investidores para a manutenção dos juros em 14,25% e de uma possível queda no segundo semestre. Essa percepção, favoreceu a valorização dos títulos prefixados, conforme mostra o
Boletim ANBIMA de Renda Fixa. Entre estes papéis, foram beneficiados os com prazo acima de um ano, refletidos no IRF-M 1+, indicador que apresentou variação mensal de 1,93% em janeiro e de 5,79% em fevereiro. Trata-se da melhor performance entre os subíndices do IMA (Índice de Mercado ANBIMA) no ano.
Na ponta contrária, o IMA-S, que reflete a carteira das LFTs marcada a mercado, apresentou o menor retorno em 2016, com variação de 2,04%. O IMA-B 5+, que reflete a carteira das NTN-Bs acima de cinco anos, registrou variação de 2,75%, a maior rentabilidade em fevereiro. Esses papéis embutem uma parcela prefixada nos seus rendimentos e por apresentarem uma duration bem mais elevada do que a carteira do IRF-M 1+ (9,8 contra 3,1 anos), são mais sensíveis às variações dos juros.
No mercado de títulos corporativos, a trajetória do IDA (Índice de Debêntures da ANBIMA) em fevereiro refletiu a continuidade da piora do risco de crédito, que resultou em novas quedas nos preços dos títulos, capturadas no retorno do índice. O subíndice IDA-DI, composto por debêntures que precificamos e remuneradas pela taxa DI, registrou retorno de 0,72%, contra 1% do DI.