Notícia
29/04/2016

Economistas do Comitê Macro preveem queda dos juros a partir de agosto

Economistas do Comitê Macro preveem estabilidade da taxa Selic até agosto e queda a partir de então, com inflação e PIB revisados para baixo.

A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a taxa Selic em 14,25% ficou em linha com a previsão do nosso Comitê de Acompanhamento Macroeconômico. Para os economistas que compõem o grupo, a taxa ficará estável até agosto, quando começará a cair, e no final do ano chegará em 12,75%.
 
As informações estão no Relatório Econômico, publicação que consolida a discussão de 25 economistas de instituições financeiras, que se reúnem a cada 45 dias, sempre na semana que antecede a decisão do Copom. A publicação traz projeções sobre os indicadores de mercado e as perspectivas sobre o panorama econômico local e internacional.
 
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De acordo com a última edição, os resultados acumulados da inflação de março e de abril confirmam a desaceleração dos preços e reforçam a perspectiva de melhora no quadro inflacionário. Apesar do cenário econômico desfavorável, as projeções do comitê para o IPCA no dia 20 de abril apontam uma variação em 12 meses de 9,20% e 8,99% para abril e para maio, respectivamente.
 
Os economistas revisaram as estimativas de inflação para 2016, o que levou a mediana a cair de 7,32% para 7%, relativamente à reunião anterior. A mínima e a máxima previstas situaram-se entre 6,3% e 8,1%. As apostas predominantes se concentraram entre 6,5% e 7,0% e 7,0% com 7,5%, ambos os intervalos representando 41% do total das estimativas.
 
Em relação à atividade econômica, o comitê voltou a revisar para baixo a mediana do PIB para 2016, de -3,69% para -3,83%, sinalizando a piora das expectativas quanto à recuperação da economia para este ano. Para os economistas, a possibilidade de retomada do crescimento da economia por meio do investimento não deverá ocorrer no curto e médio prazos, a despeito da melhora dos indicadores de confiança dos agentes econômicos nas últimas semanas.
 
Sobre a questão fiscal, os executivos acreditam que não se deve esperar uma melhora das contas públicas para este ano. O desempenho da economia abaixo do esperado no primeiro trimestre comprometeu a arrecadação tributária e tornou o cenário mais desafiador para o governo.  Desta forma, o comitê revisou a mediana do resultado primário para o final de 2016, elevando-o de um déficit 1,5% para 1,6% do PIB em relação à reunião anterior.