Notícia
12/05/2016

Private banking registra o maior crescimento no 1º trimestre desde 2013

O segmento de private banking registrou crescimento de 3,9% nos investimentos no primeiro trimestre de 2016, o maior desde 2013.

Os investimentos do segmento do private banking cresceram 3,9% no primeiro trimestre, passando de R$ 712,5 bilhões em dezembro do ano passado para R$ 740,3 bilhões em março deste ano. As informações estão no Relatório ANBIMA de Private Banking, divulgado na última semana.
 
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O resultado é o maior para o primeiro trimestre desde 2012, quando o segmento registrou um crescimento de 6,87%. Segundo o presidente do Comitê de Private Banking da ANBIMA, João Albino, a forte volatilidade dos mercados contribuiu para o resultado. “Tivemos forte valorização dos ativos relacionados ao Ibovespa e à taxa Selic, assim como um conservadorismo por parte do investidor, que preferiu alocações em renda fixa e títulos públicos. Esses movimentos são comuns em períodos de volatilidade e já esperados pelo mercado”, afirma João Albino.
 
Com o RERCT (Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária), em vigor até 31 de outubro deste ano, a indústria de private deve encerrar o ano de 2016 com o um crescimento recorde, diz Albino. “A regularização de ativos não declarados no exterior deverá ser o maior evento de liquidez da década, podendo inclusive levar o segmento a crescer algo próximo ao triênio 2010, 2011 e 2012, considerado os ‘anos dourados’, quando os ativos sob gestão cresciam em torno de 21% ao ano”. Nos anos de 2014 e 2015 o segmento private registrou crescimento inferior à taxa Selic. 
 
Alocação de recursos
 
A alocação de recursos do private banking na indústria de fundos cresceu 3,18% no trimestre, passando de R$ 315,17 bilhões em dezembro para R$ 325,20 bilhões em março deste ano. Na carteira dos fundos, a diversificação foi mantida, com predominância de investimentos na renda fixa entre os fundos abertos e dos multimercados nos fundos exclusivos/restritos. Apesar de terem um volume ainda pequeno nas carteiras do segmento de private, os títulos públicos cresceram 16,5%, passando de R$ 13,6 bilhões para R$ 15,8 bilhões. Os investimentos em títulos privados ficaram estáveis.
 
Na previdência, o segmento manteve o ritmo de expansão e cresceu 5,21%, passando de R$ 61,1 bilhões para R$ 64,2 bilhões em volume de investimentos.