A indústria de fundos registrou em maio o primeiro resgate líquido mensal no ano, de R$ 2,5 bilhões, segundo dados de nosso
Boletim de Fundos de Investimento. O resultado foi o menor para o mês desde 2008, quando o saldo negativo ficou em R$ 9,0 bilhões.
“O resultado foi influenciado pelo pagamento do Imposto de Renda semestral no final do mês, o come-cotas, e pelo resgate concentrado em um único fundo da classe renda fixa, no volume de R$ 4,9 bilhões”, explica Carlos Ambrósio, nosso vice-presidente.
Com a queda expressiva do Ibovespa (10,09%), a alta do dólar (4,18%) e a baixa valorização do IMA-Geral (0,42%), influenciada pelo recuo do preço dos títulos públicos de maior duration, os fundos cambiais registraram a maior rentabilidade da indústria em maio, com ganho de 5,23%.
Estimulados pela valorização do dólar, os tipos renda fixa dívida externa e multimercados investimentos no exterior também se destacaram, com altas de 2,78% e de 2,34% respectivamente. No que se refere aos fundos de ações, apenas o tipo investimento no exterior registrou rentabilidade positiva, de 0,39%.
Renda fixa
Pela primeira vez em três meses, os fundos de renda fixa apresentaram rentabilidades inferiores às demais classes da indústria. Em função do recuo dos preços dos títulos públicos de longo prazo, o tipo renda fixa duração alta soberano, que vinha se destacando nos últimos três meses, valorizou apenas 0,32%. No ano, todavia, ainda acumula a maior rentabilidade de sua classe, 12,09%.