O Banco Central (BC) divulgou o Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro 2015. O documento descreve as ações de vigilância postas em prática durante aquele ano e destaca as políticas que constituem a agenda do BC no tema. O objetivo do relatório é contribuir para a estabilidade financeira do país e explicitar as ações de vigilância do BC de modo a garantir mais transparência.
Como resultado das ações de vigilância nas infraestruturas do mercado financeiro (IMFs) em 2015, conclui-se que os riscos inerentes ao exercício dessas atividades estão sendo gerenciados de forma efetiva.
Entre as ações do BC para garantir a estabilidade do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), pode-se destacar a continuidade da avaliação do gerenciamento dos riscos gerais de negócio das IMFs que operam no país, assim como o aprofundamento das discussões acerca dos planos de recuperação e da gestão de continuidade de negócio, tendo como diretrizes os padrões internacionalmente adotados para a matéria.
Estatísticas dos Arranjos de Pagamento
De acordo com essas estatísticas de 2015, publicadas no sítio BC na Internet, continuam crescendo os pagamentos efetuados com cartões de crédito e de débito, mas em ritmo menor que o verificado no passado. Foram gastos R$ 678 bilhões em transações no cartão de crédito (+9%) e R$ 390 bilhões em débito (+12%). Para referência, em 2014, a elevação foi de 11% e 19%, respectivamente. Por outro lado, a redução dos cheques foi mais acentuada do que nos anos anteriores, apresentando queda de 12% em quantidade e de 9% em valor.
Comparando-se os dados de final de ano, entre 2008 e 2015, observa-se que houve uma redução nos portfólios de cartões da categoria básica e um aumento nos portfólios de cartões “premium” e “intermediário”, o que se refletiu também na quantidade e no valor das transações com cartões dessas categorias. Esse comportamento se refletiu no aumento da tarifa de intercâmbio média (percentual da transação que o credenciador paga ao emissor do cartão).
No mercado de credenciamento, embora se observe ligeira redução no índice de concentração e na média da taxa de desconto, houve um aumento das despesas dos lojistas com aluguel de POS e conectividade (+65%), reduzindo os benefícios advindos da redução da taxa de desconto.
O aumento no compartilhamento das redes de ATM começou a surtir efeito, elevando a média da quantidade de transações por terminal de acesso aberto em 12,7%, enquanto foi observada uma queda de 6,8% na média de transações nos terminais de acesso restrito.
O destaque no perfil de utilização dos canais de acesso pelos clientes das instituições foi o crescimento acentuado de operações realizadas por meio de dispositivos móveis, que praticamente dobrou em 2015, em relação ao ano anterior, atingindo 20% da quantidade total de transações de clientes.
Brasília, 6 de julho de 2016
Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa
[email protected]
(61) 3414-2808