Notícia
11/07/2016

Fundos: captação da indústria alcança R$ 38,1 bilhões no primeiro semestre

A captação líquida da indústria de fundos de investimento cresceu 29,5% no primeiro semestre, alcançando R$ 38,1 bilhões, impulsionada por fundos de renda fixa e previdência.

A captação líquida da indústria de fundos de investimento cresceu 29,5% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2015, alcançando R$ 38,1 bilhões. Esse foi o melhor resultado para o semestre dos últimos três anos.
 
O crescimento foi puxado pelas categorias Renda Fixa e Previdência, que responderam por quase toda a entrada de recursos do período: foram R$ 20,7 bilhões e R$ 20,5 bilhões, respectivamente, segundo o Boletim ANBIMA de Fundos de Investimento. Os saques, por sua vez, foram liderados pelos fundos de ações e pelos FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios).
 
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“Percebemos um conservadorismo do investidor neste início de ano em decorrência do cenário econômico incerto e da alta volatilidade. Para este segundo semestre, a expectativa é por uma tomada maior de risco por parte dos clientes, o que pode se refletir em uma maior captação na renda variável”, afirma Carlos Ambrósio, nosso  vice-presidente.
 
No primeiro semestre, influenciados pela taxa Selic, os fundos de renda fixa tiveram retornos atrativos, com destaques para os tipos Renda Fixa Duração Alta Grau de Investimento, com 9,83%, e Renda Fixa Duração Livre Grau de Investimento, com 7,35%. Na renda variável, a captação dos fundos de Ações foi negativa em R$ 6,1 bilhões, apesar da rentabilidade expressiva. Os fundos de Ações Indexados e Ações Valor/Crescimento foram os que mais se destacaram, com retornos de 17,01% e 15,66%, respectivamente, no primeiro semestre.
 
Os fundos multimercados apresentaram recuperação no período, comparado com o primeiro semestre de 2015, fechando com captação líquida de R$ 2,8 bilhões. No ano passado, a captação do segmento foi negativa em R$ 16,1 bilhões. Os tipos Multimercados Macro e Multimercados Juros e Moedas foram os destaques, com 8,83% e 7,52% de retorno, respectivamente.