As captações das empresas no primeiro semestre atingiram o menor nível desde 2010, com R$ 66,5 bilhões, queda de 22% frente ao mesmo período do ano passado, quando registraram R$ 85,4 bilhões.
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“A desaceleração no mercado doméstico foi influenciada por diversos fatores, dentre eles a retração do nível da atividade econômica e a menor disposição das companhias para captações de recursos, seja para investimentos ou para refinanciamento de passivo”, afirma o nosso diretor José Eduardo Laloni.
No mercado externo, as emissões do Tesouro Nacional e da Petrobras, nos volumes de US$ 1,5 bilhão e US$ 6,75 bilhões, em abril e maio, respectivamente, abriram caminho para as ofertas de outras duas companhias em junho: a Marfrig, com a captação de US$ 750 milhões, e a Vale, com uma operação de US$ 1,25 bilhão.
No mercado doméstico, as captações de renda variável recuaram 79,1% em comparação ao ano passado, ainda que o volume de 2015 tenha se concentrado em uma única operação (da Telefônica Brasil, de R$ 16,1 bilhões). Já no segmento de renda fixa local, o volume das operações recuou 40,8% no primeiro semestre, distribuído entre todos os títulos de dívida e instrumentos de securitização. A retração foi liderada pelas operações com notas promissórias, que tiveram queda de 52,2% em relação ao mesmo período do ano passado, seguidas das debêntures, com redução de 46,1%, e dos FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), com recuo de 38,6%. Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) foram os instrumentos que registraram a menor queda, de apenas 2,3%, influenciados pelas operações da Cibrasec em maio, que movimentaram R$ 4 bilhões.