No mês de junho, os preços dos ativos de renda fixa de maior duration apresentaram as valorizações mais expressivas no segmento. As carteiras de longo prazo, refletidas na trajetória do IRF-M 1+ (prefixados acima de um ano) e do IMA-B5+ (NTN-Bs acima de cinco anos), registraram, respectivamente, retornos de 2,66% e de 2,57%.
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De acordo com o
Boletim ANBIMA de Renda Fixa, no semestre, o IMA-Geral, que replica a trajetória da carteira de títulos públicos marcada a mercado, variou 12,87%, com destaque para os títulos indexados de longo prazo, que apresentaram a melhor performance entre os subíndices (20,82%). A perspectiva de que possa ocorrer redução dos juros no último trimestre do ano favoreceu a valorização dos títulos prefixados de médio e longo prazo. A sinalização da nova equipe do Banco Central de que a política monetária será conduzida de forma conservadora, com a trajetória da taxa de juros condicionada aos resultados fiscais, elevou a confiança dos agentes quanto à melhora do quadro inflacionário para o médio prazo.
Mesmo postergadas de agosto para outubro as apostas para o início da redução dos juros, a percepção dos agentes é de que o ritmo de queda da inflação deve se acentuar no segundo semestre, o que se reforça pela falta de dinamismo econômico e pela valorização da moeda doméstica. O IPCA de junho acumulado em 12 meses (utilizando-se a projeção da ANBIMA de 0,36 % para junho) situa-se em torno de 8,8%, enquanto o último relatório Focus Top 5 do Banco Central prevê IPCA de 7,4% para 2016.