As emissões de valores mobiliários pelas companhias brasileiras, em julho, atingiram mais que o dobro do volume captado no mesmo mês de 2015. De acordo com o
Boletim ANBIMA de Mercado de Capitais, esse movimento pode sinalizar uma retomada das operações no mercado de capitais.
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“Os sinais de melhora gradual da economia estão estimulando o retorno das empresas ao mercado de capitais”, afirma José Eduardo Laloni, nosso diretor. “Mas o momento ainda é de cautela, como podemos observar pelo volume de operações, que ainda está abaixo do registrado no ano passado”. De janeiro a julho deste ano foram 195 operações, com queda de 31% em relação às 283 do mesmo período do ano passado.
As captações no mês chegaram a R$ 7,6 bilhões, enquanto o montante ofertado no mesmo mês do ano passado havia sido de R$ 3,4 bilhões. Não houve operações com ações e com debêntures de leasing no mês, mas os demais títulos de renda fixa e instrumentos de securitização apresentaram resultados positivos, à exceção apenas das notas promissórias, que apresentaram um recuo de 54,5% na mesma base de comparação. Entre as operações domésticas, se destacaram as emissões de debêntures, que somaram R$ 6,3 bilhões. As captações com FIDCs, CRIs e notas promissórias somaram, respectivamente, R$ 508 milhões, R$ 433 milhões e R$ 300 milhões.
As captações externas das companhias brasileiras chegaram a US$ 5,4 bilhões em julho, levando o montante captado em 2016 para US$ 16,5 bilhões – resultado 104,8% superior ao volume registrado em todo o ano de 2015.