Notícia
19/08/2016

Ofertas de empresas brasileiras sinalizam retomada, mostra Panorama

Empresas brasileiras apresentaram aumento nas captações no mercado doméstico em julho de 2016, indicando possível retomada econômica.

Em julho, as captações das empresas brasileiras no mercado doméstico alcançaram R$ 7,6 bilhões. Segundo o Panorama ANBIMA, o volume foi o segundo maior de 2016, atrás apenas do montante captado em maio, que foi de R$ 8,4 bilhões. Em julho, não foram realizadas ofertas com ações e com debêntures de leasing, mas os demais instrumentos, à exceção das notas promissórias, apresentaram resultados superiores aos observados no mesmo mês de 2015. O movimento pode sinalizar um reaquecimento das captações por parte das companhias.
 
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Os ativos mais utilizados em julho foram as debêntures, que responderam por 83,6% das ofertas domésticas e movimentaram R$ 6,3 bilhões. Foram captados R$ 508 milhões em FIDCs, R$ 433 milhões em CRIs e R$ 300 milhões em notas promissórias. Com este resultado, o volume de operações domésticas em 2016 chegou a R$ 59,9 bilhões, incluindo as ofertas de debêntures de leasing. Apesar dos sinais de recuperação, o volume das ofertas no ano segue inferior ao observado em 2015.
 
No mercado de renda fixa, a expectativa de queda da inflação com a consequente redução da taxa de juros vem sustentando o ciclo de valorização dos ativos domésticos, gerando prêmios atrativos no segmento. Entretanto, as surpresas negativas com a inflação vêm desafiando as previsões do mercado, sobretudo em função do comportamento dos preços dos alimentos. O resultado do IPCA de julho, de 0,52%, ficou acima da projeção do nosso Comitê de Acompanhamento Macroeconômico, de 0,41%. A carteira dos títulos públicos marcada a mercado, expressa na trajetória do IMA Geral,  registrou retorno de 1,44%, acumulando uma variação de 14,74% no ano. Entre os subíndices, os maiores retornos foram nas carteiras de maior duration. O IRF-M 1+ (prefixados acima de um ano) e o  IMA-B5+  (NTN-Bs acima de cinco anos), registraram, respectivamente, variações mensais de 1,47% e 3,34%. 
 
Com relação à indústria de fundos, tanto os ativos de renda fixa como de renda variável mantiveram a trajetória de valorização apresentada durante a maior parte do primeiro semestre. Influenciados pela significativa valorização do mercado acionário, expressa na alta de 11,22% do Ibovespa, novamente os fundos de ações apresentaram as maiores rentabilidades da indústria, com destaque para os tipos FMP-FGTS, Mono Ação e Setoriais, todos com variação superior a 15%. Com esse desempenho, os fundos Setoriais lideram a rentabilidade acumulada no ano, com alta de 54,33%.
 
A alta do mercado acionário também contribuiu para que os tipos Capital Protegido e Long and Short Direcional registrassem as maiores valorizações no mês entre os Multimercados, de 2,47% e 2,34%, respectivamente. No acumulado no ano e em 12 meses, porém, o tipo Long and Short Neutro, ainda lidera as rentabilidades da classe, com altas de 12,95% e 17,74%, respectivamente. Na renda fixa, o fechamento das taxas de juros, observado desde o início do ano, segue beneficiando os fundos com carteiras com maior duration, como o tipo Duração Alta Soberano, que deve investir 100% de sua carteira em títulos públicos federais, e cuja alta foi de 2,08%, acumulando 16,59%, no ano, e 19,47%, em 12 meses. No que se refere ao fluxo de recursos, após registrar o primeiro resgate líquido mensal em junho, a indústria de fundos voltou apresentar captação líquida em julho.