Em julho, as captações das empresas brasileiras no mercado doméstico alcançaram R$ 7,6 bilhões. Segundo o
Panorama ANBIMA, o volume foi o segundo maior de 2016, atrás apenas do montante captado em maio, que foi de R$ 8,4 bilhões. Em julho, não foram realizadas ofertas com ações e com debêntures de leasing, mas os demais instrumentos, à exceção das notas promissórias, apresentaram resultados superiores aos observados no mesmo mês de 2015. O movimento pode sinalizar um reaquecimento das captações por parte das companhias.
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Os ativos mais utilizados em julho foram as debêntures, que responderam por 83,6% das ofertas domésticas e movimentaram R$ 6,3 bilhões. Foram captados R$ 508 milhões em FIDCs, R$ 433 milhões em CRIs e R$ 300 milhões em notas promissórias. Com este resultado, o volume de operações domésticas em 2016 chegou a R$ 59,9 bilhões, incluindo as ofertas de debêntures de leasing. Apesar dos sinais de recuperação, o volume das ofertas no ano segue inferior ao observado em 2015.
No mercado de renda fixa, a expectativa de queda da inflação com a consequente redução da taxa de juros vem sustentando o ciclo de valorização dos ativos domésticos, gerando prêmios atrativos no segmento. Entretanto, as surpresas negativas com a inflação vêm desafiando as previsões do mercado, sobretudo em função do comportamento dos preços dos alimentos. O resultado do IPCA de julho, de 0,52%, ficou acima da projeção do nosso Comitê de Acompanhamento Macroeconômico, de 0,41%. A carteira dos títulos públicos marcada a mercado, expressa na trajetória do IMA Geral, registrou retorno de 1,44%, acumulando uma variação de 14,74% no ano. Entre os subíndices, os maiores retornos foram nas carteiras de maior duration. O IRF-M 1+ (prefixados acima de um ano) e o IMA-B5+ (NTN-Bs acima de cinco anos), registraram, respectivamente, variações mensais de 1,47% e 3,34%.
Com relação à indústria de fundos, tanto os ativos de renda fixa como de renda variável mantiveram a trajetória de valorização apresentada durante a maior parte do primeiro semestre. Influenciados pela significativa valorização do mercado acionário, expressa na alta de 11,22% do Ibovespa, novamente os fundos de ações apresentaram as maiores rentabilidades da indústria, com destaque para os tipos FMP-FGTS, Mono Ação e Setoriais, todos com variação superior a 15%. Com esse desempenho, os fundos Setoriais lideram a rentabilidade acumulada no ano, com alta de 54,33%.
A alta do mercado acionário também contribuiu para que os tipos Capital Protegido e Long and Short Direcional registrassem as maiores valorizações no mês entre os Multimercados, de 2,47% e 2,34%, respectivamente. No acumulado no ano e em 12 meses, porém, o tipo Long and Short Neutro, ainda lidera as rentabilidades da classe, com altas de 12,95% e 17,74%, respectivamente. Na renda fixa, o fechamento das taxas de juros, observado desde o início do ano, segue beneficiando os fundos com carteiras com maior duration, como o tipo Duração Alta Soberano, que deve investir 100% de sua carteira em títulos públicos federais, e cuja alta foi de 2,08%, acumulando 16,59%, no ano, e 19,47%, em 12 meses. No que se refere ao fluxo de recursos, após registrar o primeiro resgate líquido mensal em junho, a indústria de fundos voltou apresentar captação líquida em julho.