Notícia
09/09/2016

Clientes do Varejo ampliam investimentos em fundos

Clientes do varejo aumentam investimentos em fundos de investimento no primeiro semestre de 2016.

As aplicações em fundos de investimento foram as que mais cresceram na carteira dos clientes do Varejo e do Varejo Alta Renda no primeiro semestre deste ano. As informações são do relatório semestral do segmento.

Entre dezembro de 2015 e junho, os investimentos em fundos tiveram alta de 10,2%, passando de R$ 329,9 bilhões para R$ 363,4 bilhões. No mesmo período, os investimentos em produtos de tesouraria cresceram 6,2%, passando de R$ 458,2 bilhões para R$ 486,5 bilhões. A poupança foi a única a apresentar recuo, de R$ 603,6 bilhões para R$ 584 bilhões, com queda de 3,2%.

"Com a taxa Selic em um nível alto e o início de uma definição para o cenário político, cresceu o interesse dos investidores por fundos de renda fixa e, em menor escala, pelos títulos públicos e CDBs (Certificado de Depósito Bancário)”, afirma Marcos Daré, presidente do nosso Comitê do Varejo.

Considerando todos os produtos oferecidos no Varejo, o volume de recursos cresceu 3% ao ano, passando de R$ 1,39 trilhões para R$ 1,43 trilhões. O número de investidores do segmento Varejo tradicional recuou de 66,5 milhões para 59,16 entre dezembro e junho, com queda de 11,1%. “É reflexo da saída de recursos da poupança, seja para uso próprio do investidor ou transferência dos ativos para produtos mais rentáveis”, explica Daré.

Tesouraria
Com a diminuição do lastro dos produtos isentos, as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito Agrícola) tiveram leve redução na participação das carteiras do segmento varejo alta renda, passando de 12,5% para 12,2% no caso das LCIs e de 8,9% para 8,6% nas LCAs. Os CDBs tiveram leve redução em participação no Varejo Alta Renda (de 13,3% para 12,7%), enquanto no Varejo houve crescimento de 6,6% para 7,3%. “Os investidores que não encontram mais produtos isentos para investir, aos poucos, estão diversificando as suas aplicações com produtos de baixo risco, como os fundos de renda fixa, os CDBs e os títulos públicos. É uma tendência”.

Investimentos por região
São Paulo se mantém na liderança do volume de investimentos. O estado concentra 38,5% dos recursos aplicados pelos clientes do Varejo. O crescimento frente a dezembro foi de 3%. No semestre, a região Centro Oeste registrou a maior expansão, de 6%, passando de R$ 80 bilhões para R$ 85 bilhões em investimento no Varejo. A região Sul cresceu 4% em volume, de R$ 242 bilhões para R$ 253 bilhões, enquanto o Nordeste cresceu 1%, de R$ 154 bilhões para R$ 156 bilhões. A região Norte se manteve estável em R$ 30 bilhões