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No período, as aplicações em fundos de investimento passaram de R$ 329,9 bilhões para R$ 351,2 bilhões, variação de 6,4%, enquanto o volume aplicado nos títulos e valores mobiliários passou de R$ 458,2 bilhões para R$ 480,4 bilhões, com variação de 4,8%. No total, o volume de aplicações cresceu 2,3%, passando de R$ 1,39 trilhão para R$ 1,42 trilhão.
“A procura por instrumentos de curto prazo e alta liquidez atestam o interesse dos clientes por produtos conservadores. Esse comportamento é natural em períodos de alta volatilidade dos mercados e se acentua à medida que a manutenção dos juros no patamar atual leva os clientes a buscarem produtos com alto retorno e baixo risco”, afirma Marcos Daré, presidente do Comitê do Varejo.
Os fundos de renda fixa se mantiveram na preferência do investidor, com uma participação de 88,4% na carteira dos fundos de investimento e um volume de R$ 310,3 bilhões.
Mesmo com a diminuição dos lastros agrícola e imobiliário, os títulos isentos - LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito Agrícola) - mantiveram uma participação expressiva nas carteiras de títulos e valores mobiliários, correspondendo a 48,6% do volume investido nesses produtos.
Na renda variável, a participação em ações se manteve estável em 1,9%, dentro da carteira dos títulos e valores mobiliários, mas cresceu em volume investido, passando de R$ 19,3 bilhões para R$ 22,5 bilhões, com variação de 16,7%.
Poupança
Nos três primeiros meses do ano caiu a participação da poupança, que passou de 43,4% para 41,6% do total investido pelos clientes do segmento varejo. A queda se refletiu no menor número de clientes, que passou de 71,6 milhões para 69,2 milhões. São Paulo concentra o maior número de investidores, com 20,9 milhões, seguido pelo Nordeste com 13,4 milhões e pela região Sul com 10,9 milhões.