Os investimentos dos clientes atendidos pelo segmento varejo cresceram 14,8% e chegaram a R$ 668 bilhões em 2014, segundo o Boletim ANBIMA de Varejo¿. No mesmo período, o número de clientes cresceu 8,4% e alcançou 8,8 milhões de contas.
Do total de investimentos, 58%, equivalentes a R$ 388,1 bilhões, estão alocados em títulos e valores mobiliários, enquanto aplicações em fundos correspondem a 42% da carteira, com volume de R$ 279,6 bilhões. A maior parte da carteira alocada em títulos e valores mobiliários é destinada aos CDBs, que compõem, 33,60% do total investido nesses tipos de ativos. Estes produtos, no entanto, perderam espaço para os investimentos isentos de IR (LCI e LCA) e para as operações compromissadas.
Dos R$ 279,6 bilhões investidos em fundos, 44,3% estavam alocados em Fundos DI, seguidos pela carteira de Renda Fixa, correspondente a 39,5% do total. Nesse caso, o ano registrou crescimento dos produtos de caráter mais conservador.
Segundo Marcos Daré, presidente do Comitê de Varejo da ANBIMA, o aumento da taxa de juros ao longo de 2014 e o cenário de alta volatilidade foram determinantes para a migração dos investimentos para opções de curto prazo, como fundos DI e produtos isentos.
“O cenário instável promoveu uma migração do investidor para alternativas conservadoras e de baixo risco. Neste contexto, os produtos isentos de imposto de renda, como as LCIs e LCAs atraíram bastante o investidor, enquanto os fundos mais sofisticados, como multimercados e ações, perderam espaço nas carteiras”, afirma.
Mudança na base de dados
Neste ano, a ANBIMA fez algumas mudanças na sua base de dados, ao ampliar de nove para 15 o número de instituições contempladas na estatística e incluir também produtos distribuídos por corretoras, como ações, tesouro direto, debêntures, FIPs, FIDCs, fundos imobiliários ETFs.
A inclusão de novas instituições e produtos na base de dados adicionou R$ 51 bilhões no volume de investimentos e 900 mil clientes na estatística de 2013.¿