Os investimentos dos clientes do segmento private banking cresceram 11,8% em 2014, na comparação com dezembro de 2013, chegando a R$ 645,1 bilhões. De acordo com o Boletim ANBIMA de Private Banking divulgado no dia 10, o segmento cresceu mais que em 2013, quando registrou uma variação de 9,47% no patrimônio líquido.
O destaque no ano foi o crescimento dos investimentos em renda fixa, em especial os ativos isentos de imposto de renda, as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito Agrícola). Em 2014, aplicações passaram a ser predominantes, respondendo por 67,1% do total.
“As incertezas do cenário macroeconômico em 2014 e a alta volatilidade ocasionada com as eleições impulsionaram os investidores rumo a opções de investimentos mais conservadoras. Neste aspecto, as letras de crédito despontaram na preferência, por aliar baixo risco, alto retorno e isenção tributária”, afirma João Albino Winkelmann, presidente do Comitê de Private Banking da ANBIMA.
Os investimentos em previdência privada mantiveram o crescimento, tendo registrado variação de 27,8% no ano, passando de R$ 37,4 bilhões em dezembro de 2013 para R$ 47,8 bilhões em dezembro do ano passado.
“A preocupação dos nossos clientes com o planejamento sucessório mantém a previdência como um dos produtos mais atrativos do Private”, afirma Rogério Pessoa, coordenador do subcomitê de Base de Dados de Private Banking.
Já os investimentos em fundos cresceram 5,8%, passando de R$ 273,4 bilhões, em dezembro de 2013, para R$ 289,3 bilhões, em dezembro de 2014.
O número de clientes (grupos econômicos) cresceu 6,2% em 2014, somando 57,7 mil, com patrimônio líquido médio de R$ 11,2 milhões. Apesar de São Paulo manter a liderança na distribuição, com 56,4% dos ativos alocados no estado de São Paulo, a região Norte do país foi a que mais cresceu em 2014, com variação 24,9%, embora a participação continue em 0,5%.