Muitas das construções foram consideradas Patrimônio Mundial da Unesco pela beleza e importância na história da humanidade.
Relíquias milenares, construções recentes, a lista de grandes obras arquitetônicas que se tornaram símbolos nacionais é imensa. Assim como paisagens naturais exuberantes, grandes construções também têm a capacidade de atrair e encantar visitantes. E, muitas vezes, por constituírem símbolos importantes dos países em que se encontram, são homenageadas com o dinheiro nacional. A coluna Dinheiro do Mundo deste mês traz alguns exemplos de complexos arquitetônicos que, por esses motivos, estamparam cédulas e moedas em todo o mundo.
Monumentos de Brasília (Brasil)
Os monumentos da capital federal, como o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada, e o Catetinho estamparam o reverso da cédula de 100 mil Cruzeiros/ 100 Cruzados que circulou no Brasil entre 1986 e 1990. No anverso, o Presidente Juscelino Kubitschek. Em ambos os lados da cédula, como um elemento de segurança, está a escultura Os Guerreiros, de Bruno Giorgi, também conhecida como Os Dois Candangos, que se localiza na Praça dos Três Poderes e simboliza os trabalhadores que construíram a cidade.
Congresso Nacional
A sede do Poder Legislativo brasileiro foi projetado por Oscar Niemeyer e consiste em um edifício principal, na horizontal, que serve de plataforma para as cúpulas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Os blocos em forma de H têm 28 andares e abrigam atividades administrativas. No seu interior, encontra-se vasto acervo cultural e paisagístico. Nas cúpulas do prédio se localizam os plenários: na maior, voltada para cima, está o plenário da Câmara dos Deputados, enquanto a menor, virada para baixo, o do Senado Federal. O complexo é aberto diariamente ao público, em visitas guiadas a cada meia hora. Situado no extremo leste do Eixo Monumental, o Congresso forma um triângulo com o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes. O edifício do Congresso Nacional foi tombado em 2007 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Palácio da Alvorada
Outra obra assinada por Oscar Niemeyer, o Palácio da Alvorada é uma das mais importantes edificações do modernismo arquitetônico brasileiro e o primeiro prédio construído em alvenaria na capital federal. Está localizado numa península que divide o Lago Paranoá em Lago Sul e Lago Norte e abriga a residência oficial do Presidente da República. Tornou-se a residência do então Presidente Juscelino Kubitschek em 30 de junho de 1958. O formato das colunas externas do Palácio lembram as redes estendidas em varandas, como as que contornavam os casarões coloniais e o seu desenho deu origem ao símbolo e emblema presente no brasão do Distrito Federal. No subsolo, há um auditório para 30 pessoas, uma sala de jogos, um almoxarifado, a despensa, a cozinha, a lavanderia e a Administração do Palácio.No térreo estão salões utilizados pelo Presidente da República, para compromissos oficiais de governo e, no primeiro andar que constitui a parte residencial do Palácio, há quatro suítes e salas íntimas. Visitas, gratuitas, são permitidas apenas às quartas-feiras, das 15h às 17h30. Apenas 300 pessoas são admitidas por semana, divididas em oito grupos de 35. As senhas começam a ser distribuídas às 14h.
Catetinho
Também projetada por Oscar Niemeyer e construída em apenas dez dias, em 1956, a estrutura simples de madeira, com dois andares, foi a primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek à época da construção de Brasília. Foi planejado sem conforto ou honras oficiais, para que o Presidente não se distanciasse dos trabalhadores, que viviam em barracos e tendas. O nome Catetinho veio em referência ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede do governo federal até a inauguração da nova Capital Federal. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan) em 1959, funciona como museu e tem mobília original e objetos pessoais de JK do período da construção de Brasília. Conhecido também como “Palácio de Tábuas”, ele se localiza no Km 0 da BR-040, próximo à cidade do Núcleo Bandeirante e pode ser visitado gratuitamente de terça a domingo, das 9h às 17h.
Casa Branca (EUA)
Residência oficial do Presidente do Estados Unidos, a Casa Branca (White House) estampou o reverso da cédula de 20 Dólares, de 1963, cujo anverso traz a efígie de Andrew Jackson, advogado e político americano que foi o sétimo presidente dos Estados Unidos, entre 1829 e 1837.
A Casa Branca é também o principal local de trabalho do presidente norte-americano, ou seja, a sede oficial do Poder Executivo naquele país. Localizado na Avenida Pensilvânia, nº 1600 em Washington D.C., o edifício, construído entre 1792 e 1800, e concebido pelo arquiteto irlandês James Hoban, escolhido através de uma competição, é pintado de arenito esbranquiçado no estilo georgiano. Em 1814, durante a Guerra de 1812, o edifício teve a parte interna destruída e a externa queimada, quando o exército britânico incendiou a cidade. Sua reconstrução começou logo em seguida, possibilitando a mudança do presidente James Monroe em outubro de 1817. A construção continuou com a adição do Pórtico Sul em 1824 e do Norte em 1829, além da Ala Oeste em 1901. Oito anos depois, o presidente William Howard Taft a expandiu, criando o primeiro Salão Oval.
O termo Casa Branca é usado para se referir ao Gabinete Executivo do Presidente. O código do Serviço Secreto para o local é "crown" ("coroa"). Com o passar do tempo, a Casa Branca passou por reformas e restauros, dirigidos por Jacqueline Kennedy, esposa do presidente John F. Kennedy e, por isso, ela foi homenageada quando parte da região do jardim da Casa Branca recebeu seu nome. A Casa Branca possui no seu interior 132 salas, 50 quartos, 35 banheiros, seis depósitos, 412 portas, 147 janelas, 28 lareiras, oito escadarias, três elevadores, cinco chefs de cozinha a tempo integral, 5.000 visitantes diários, uma quadra de tênis, uma pista de boliche, um cinema, uma pista de corrida e uma piscina.
Templo de Quetzalcoatl – Pirâmide (México)
A cédula de 20 Pesos mexicanos, de 1972, traz em seu anverso a imagem de José Maria Morelos y Pavón, um dos primeiros líderes da luta pela independência do México da Espanha. No reverso, a Pirâmide de Quetzalcoatl, situado em Teotihuacan, um centro urbano da Mesoamérica pré-colombiana, localizada a 48km da Cidade do México, que é conhecida por suas pirâmides, além de ser Patrimônio Mundial da Unesco.
O também chamado Templo da Serpente Emplumada é a terceira maior pirâmide de Teotihuacan (o termo Teotihuacan ou Teotihuacano é também usado para toda civilização e complexo cultural associado ao lugar). Nos anos 1980, foram descobertas mais de cem possíveis vítimas de sacrifícios abaixo de sua estrutura. Os corpos enterrados, assim como o monumento, são datados entre o período de 150 e 200 D.C. A pirâmide tem o seu nome retirado das representações Mesoamericanas da divindade da “serpente emplumada” que cobrem seus lados. A pirâmide tem seis níveis e foi construída no estilo talude-tabuleiro. As extremidades do exterior de cada nível são decoradas com cabeças de serpentes emplumadas alternando com outras espécies parecidas com serpentes, normalmente identificadas como Tlaloc.
Ao descobrir Teotihuacan, os toltecas (povo pré-colombiano mesoamericano que dominarou grande parte do México Central entre os séculos X e XII) adotaram a cidade como sua e como cidade santa. Passaram a enterrar ali os seus grandes senhores, que construíram o templo, a mando do rei Mitl (770-829). Quando foi descoberto, veio à luz a sua decoração de mosaicos de pedras, as cabeças e símbolos divinos do deus Tláloc (o deus da chuva, senhor do trovão e divindade do vale do México) e do deus Quetzalcóatl (a estrela da manhã, a serpente emplumada, gênio nacional), que teria sido adotado pelos astecas, que acreditaram vê-lo na figura de Hernán Cortés.
Templo de Kukulcán (Chichén Itzá, México)
A cédula de 1000 Pesos mexicanos, de 1955, traz em seu reverso o Templo de Kukulcán, situado em Chichén Itzá, no México. A estrutura é Patrimônio Mundial da Unesco e uma das Sete Maravilhas do Mundo. No anverso, a estátua de Cuauhtemoc, último imperador asteca a não ser empossado pelos espanhóis.
Chichén Itzá é uma cidade arqueológica maia localizada no estado mexicano de Iucatã. Ela funcionou como centro político e econômico da civilização maia e é hoje Patrimônio Mundial da Unesco. O Templo de Kukulcán, Pirâmide de Kukulcán, ou “El Castillo”, foi construído pelos maias no século XII d. C. Seu desenho tem forma geométrica piramidal e conta com nove níveis ou patamares, quatro fachadas principais com uma escadaria central cada, e um patamar superior terminado por um templo. Conta também com motivos que simbolizam os números mais importantes utilizados no calendário Haab (calendário solar agrícola), o calendário Tzolkin (calendário sagrado) e a roda calendárica. Cada uma das suas faces alinha-se com um dos pontos cardeais, e os 52 painéis esculpidos na suas paredes se referem aos 52 anos do ciclo de destruição e reconstrução do mundo, segundo a tradição maia.
O Templo de Kukulcán, principal estrutura de Chichén Itzá, demonstra os profundos conhecimentos de matemática, geometria, acústica e astronomia que os maias possuíam. Por serem uma sociedade inicialmente agrícola, os maias observaram detalhadamente o comportamento das estações, as variações das trajetórias do Sol e as estrelas, e teriam registrado tais conhecimentos na construção do templo. As quatro escadarias que o cercam, cada uma com 91 degraus (364 ao todo), somadas ao patamar do topo, comum às quatro escadas, totalizam 365 degraus, representando os dias do Haab. O alinhamento da construção da pirâmide possibilita observar diversos fenômenos de luz e sombra, que ocorrem no seu próprio corpo durante os equinócios e solstícios. 
Portão de Brandemburgo (Alemanha)
O Portão de Bradenburgo, situado em Berlim, na Alemanha, estampou cédulas e moedas alemãs. Na cédula de 100 Marcos alemães da Alemanha oriental, de 1964, o portão aparece no reverso. O anverso tem a efígie de Karl Marx, um filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionário socialista. A obra também ilustra o reverso da moeda de 50 centavos de Euro, de 2002 e de 5 Marcos da Alemanha oriental, de 1971.
O portão foi encomendado pelo rei Frederico Guilherme II da Prússia como um sinal de paz e foi construído por Carl Gotthard Langhans entre 1788 e 1791. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele sofreu danos consideráveis e teve que ser totalmente restaurado, o que ocorreu entre 2000 e 2002. Construído no estilo neoclássico, possui doze colunas dóricas de estilo grego, seis de cada lado. Há cinco vãos centrais por onde passam cinco estradas. Sobre o arco está uma quadriga, carro de duas rodas puxado por cavalos, com a estátua de Irene, deusa grega da paz. Quando tomou Berlim, Napoleão Bonaparte chegou a retirar essa peça do monumento e enviá-la a Paris como troféu de guerra, ato que só foi desfeito após a batalha da libertação germânica.No pós-guerra, o Portão de Brademburgo estava isolado e inacessível, imediatamente ao lado do Muro de Berlim, representando a divisão da cidade. A área ao seu redor se destacou durante a cobertura da mídia sobre a queda do muro em 1989. A partir de então, tornou-se símbolo da unidade alemã. Atualmente, uma linha vermelha marca o local onde estava o muro.
Nenhum local desempenhou papel tão importante na turbulenta história de Berlim. Foi lá que ocorreram os desfiles triunfais de Napoleão, os desfiles nazistas e os discursos de Hitler, a “terra de ninguém” da Guerra Fria, a visita do presidente Kennedy, o discurso de Ronald Reagan e as festas nas ruas para comemorar a queda do Muro de Berlim. Hoje é considerado um símbolo das mudanças da história da Europa e da Alemanha, mas também da unidade e da paz europeia.
Suas dimensões são: 26 m de altura, 11 m de profundidade e 65 m de largura (visto de frente). Está localizado na parte ocidental de Berlim, no cruzamento entre as ruas Unter den Linden e Ebertstraße, a oeste da praça Parizer Platz, a uma quadra do Parlamento Alemão, e abriga atualmente uma Sala do Silêncio, administrada pela ONU, para que os visitantes reflitam sobre a paz. De acordo com uma decisão do Senado de Berlim, o Portão de Brandemburgo está fechado ao trânsito desde outubro de 2002.
Catedral de São Basílio e Kremlin Moscovo (Moscou, Rússia)
Dois ícones da arquitetura russa, a Catedral de São Basílio e o Kremlin Moscovo (ou de Moscou), estamparam a cédula de 1000 Rublos russos de 1993.
Catedral de São Basílio
A Catedral de São Basílio foi erguida entre 1555 e 1561, em comemoração à vitória dos russos sobre os mongóis, com a conquista da cidade de Kazan. O país era comandado pelo rei Ivan, o Terrível, que ganhou esse apelido por causa do prazer em realizar torturas e condenações. Ele mandou cegar o arquiteto responsável pelo projeto, Postnik Yakovlev, para que não reproduzisse obras semelhantes.
O nome da catedral veio do santo ortodoxo Basílio, um homem excêntrico que marcou a Rússia por sua conduta honesta e justa. Morto em 1552, o santo foi enterrado no local que abriga a catedral, e que hoje funciona como Museu Histórico do Estado. Desde 1990, ela é Patrimônio Mundial da Unesco.
A obra é formada por nove igrejas construídas em uma única base, unidas por duas galerias, uma exterior e outra interior, que permitem acesso a todos os espaços. Oito delas representam os oito assaltos vitoriosos à cidade de Kazan. A nona capela foi erguida em 1588, para abrigar o túmulo de Basílio. Essas oito torres em espiral que culminam nas belas cúpulas em forma de bulbo circundam a nona com a espiral mais alta, formando uma estrela de oito pontas. A estrela consiste em dois quadrados que representam a estabilidade da fé, os quatro cantos da terra, os quatro Evangelistas e as quatro muralhas da Cidade Celestial. A planta da igreja foi baseada em muitos símbolos religiosos e pretendia ser uma representação da Nova Jerusalém.
A catedral está situada no centro geométrico histórico de Moscou na Praça Vermelha e ao lado do Kremlin, conjunto de edifícios que sediam o governo russo. A catedral passou ao longo dos séculos por reformas, ampliações, incêndio e restauros. No período soviético, os bolcheviques converteram a catedral cristã ortodoxa em museu e cogitaram demoli-la. Atualmente, a catedral está sob os cuidados do governo da Rússia, é aberta à visitação e se mantém como um dos monumentos mais importantes daquele povo.
Kremlin Moscovo
Kremlin Moscovo ou Moscou, geralmente referido como o Kremlin, é um complexo fortificado no centro da capital russa, nas margens do rio Moskva ao sul, com a Catedral de São Basílio e a Praça Vermelha a leste e o Jardim de Alexandre a oeste. É o mais conhecido dos kremlins (cidadelas russas) e inclui palácios, catedrais e uma muralha com 20 torres. As primeiras fortificações, rodeadas por um fosso e um aterro, surgiram neste local em 1156. Em 1238, durante a invasão mongol, o Kremlin foi destruído. Apenas um século depois, em 1339, ele foi reconstruído e as muralhas e torres existentes foram construídas entre 1485 e 1516. Hoje o complexo serve como a residência oficial do Presidente da Federação Russa.
O nome Kremlin significa "fortaleza dentro de uma cidade", e muitas vezes é usado para se referir ao governo da Federação Russa em um sentido semelhante à forma como a Casa Branca é usada para se referir ao Gabinete Executivo do Presidente dos Estados Unidos. As muralhas e as torres do Kremlin foram construídas por mestres italianos ao longo dos anos de 1485 e 1495. O triângulo irregular formado por seus muros abrange uma área de 275 mil metros quadrados. O seu comprimento total é de 2,2 km, com altura variando entre 5 e 19 metros, dependendo do terreno. A espessura da parede é 3,5 e 6,5 metros.
Mesquita Selimiye (Turquia)
A cédula de 10.000 Liras turcas, que circulou entre 1993 e 1995, traz em seu reverso a Mesquite Silimiye e seu arquiteto, Mimar Sinan (1490-1588). No anverso, está a efígie de Mustafa Kemal Atatürk, um oficial do exército, estadista revolucionário, fundador e primeiro presidente da República da Turquia.
A Mesquita Selimiye ou Mesquita de Selim é uma mesquita otomana situada na cidade de Edirne, na Turquia. Construída entre 1568 e 1574 durante o reinado do sultão Selim II numa pequena colina, é usualmente apontada como a obra-prima do arquiteto imperial otomano Mimar Sinan, que construiu mais de 136 mesquitas e vários monumentos, como pontes, aquedutos, banhos turcos, fontes e caravançarás (estalagem pública, no Oriente Médio, para hospedar gratuitamente as caravanas que viajavam por regiões desérticas). Os quatro minaretes (torres altas de uma mesquita, de onde se anuncia as cinco chamadas diárias à oração) possuem 71m de altura e são visíveis de longe. No mesmo complexo da mesquita há uma escola que ensina o Alcorão, uma biblioteca, um hospital e o Museu da História da Medicina. A sala de orações, em forma octogonal, tem capacidade para 6 mil fiéis. Desde 2011, é Patrimônio Mundial da Unesco.
Templo de Ramsés II (Abu Simbel Temple, Egito)
O Templo de Ramsés II estampou duas cédulas em seu país de origem, no valor de 1 Libra egípcia. A primeira, é de 1968, e a segunda, de 1978. Ambas trazem em seus anversos a Mesquita de Qaitbay, no deserto do Cairo, considerado um dos mais bonitos e bem-sucedidos monumentos da arquitetura egípcia.
O Templo de Ramsés II faz parte de Abu Simbel, um complexo arqueológico que possui também outro grande templo escavado na rocha, o Nefertari. Eles estão situados no sul do Egito, no banco ocidental do rio Nilo, perto da fronteira com o Sudão, numa região denominada Núbia, a cerca de 300 quilômetros da cidade de Assuão. Originalmente, eles se situavam próximos ao lago Nasser, mas, com os riscos de inundação, nos anos 1960 a Unesco deslocou os monumentos, fazendo com que as bases da montanha do local fossem cortadas e transportadas para o cume, evitando o alagamento das obras.
Os templos foram construídos por ordem do faraó Ramsés II em homenagem a si próprio e à sua esposa preferida Nefertari, e são Patrimônio Mundial da Unesco. O grande templo de Abu Simbel é considerado uma das mais grandiosas obras do faraó Ramsés II e, para muitos arqueólogos, é o maior e mais belo dos templos. Ele foi escavado numa rocha lisa de arenito e qualquer erro grave causaria o afundamento da obra. Sua fachada tem 33 metros de altura e 38 metros de largura e é constituída por quatro estátuas com 20 metros de altura. Elas representam o faraó Ramsés II ostentando a coroa dupla da unificação entre o alto e o baixo Egito, a barba postiça, um colar e um peitoral com o nome de coroação. A segunda dessas estátuas foi parcialmente destruída por um terremoto em 27 a.C., mas a cabeça e o tronco de Ramsés encontram-se próximos da entrada.
Cúpula da Rocha (Jerusalém)
A cédula de 1 Dinar da Jordânia, de 1959, traz em seu anverso o Rei Hussein, que reinou de 1952 até o ano de sua morte, em 1999. No reverso, há a Cúpula da Rocha, ou Domo da Roch, um edifício e santuário muçulmano, situado no Monte do Templo, na Cidade Velha de Jerusalém, construído no século VII. Ele é o terceiro Santuário mais sagrado do Islã, depois da Caaba em Meca e da Mesquita do Profeta em Medina e uma das grandes obras da arquitetura islâmica. Sua cúpula dourada é um dos pontos mais emblemáticos da cidade. A mesquita faz parte do centro histórico de Jerusalém, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1981.
O edifício é um santuário que teria sido o altar de sacrifícios usado por Abraão, Jacó e outros profetas que introduziram o ritual nos cultos judaicos. Davi e Salomão também consideraram o local sagrado. Mais tarde, enquanto altar, a Cúpula da Rocha teria sido o lugar de partida da Al Miraaj (viagem aos céus realizada pelo profeta Maomé, conhecida como “A Jornada Noturna”) e permanece hoje como um templo da fé islâmica.
A Cúpula da Rocha recebeu esse nome devido à grande rocha circunscrita a ela, usada em sacrifícios, e que atualmente está protegida no interior da Mesquita de Omar. Essa é uma das razões pelas quais Jerusalém é considerada Cidade Santa por várias religiões. Segundo a tradição judaica, foi nessa rocha que Abraão preparou o sacrifício do seu filho Isaac a Deus e onde, mil anos antes de Cristo, o rei Salomão construiu o primeiro templo. O prédio levou três anos para ser construído, de 688 a 691. Ele tomou emprestado um patrimônio do Judaísmo e seu lugar mais sagrado – o Templo do Monte – e o objetivo era construir uma cúpula maior do que a do Santo Sepulcro.
A Cúpula da Rocha foi construída pelo califa de Damasco, que mandou cobrir a parte exterior com mosaicos de ouro, substituídos mais tarde, por ordem do turco Otman, por 45 mil azulejos. Atualmente, ela é coberta de alumínio, revestido de ouro, e ornamentada com versos do Corão.
Durante os anos 1980, ocorreram várias tentativas de fazer explodir a mesquita, que continua sendo protegida pelas autoridades israelitas. O Domo da Rocha sobreviveu a todos os terremotos que sofreu até então. Sua parte exterior já passou por restaurações, como os azulejos, em 1963; e a cúpula, folheada a ouro, em 1994.
Ruínas de Petra (Jordânia)
Patrimônio Mundial da Unesco desde 1985, as Ruínas de Petra, na Jordânia, estamparam o reverso da cédula de 5 Dinares de 1959. Em seu anverso, está a efígie do Rei Hussein.
Petra, situada entre as montanhas que formam o flanco leste de Wadi Araba, o grande vale que vai do Mar Morto ao Golfo de Aqaba, perto do Monte Hor e do Deserto de Zin, é composta de várias construções escavadas na rocha, e foi um importante ponto comercial da antiguidade. A origem desse nome é grega e significa pedra (petrus). Não se sabe exatamente a data de sua construção, mas acredita-se que ela foi fundada no ano de 312 a.C, e a região foi dominada por diversos povos: hebreus, gregos, romanos e bizantinos. Em 551, um terremoto destruiu grande parte da cidade. As ruínas que restaram em Petra foram redescobertas pelo explorador suíço Johann Ludwig Burckhardt, em 1812, e o local tornou-se objeto de curiosidade de visitantes e arqueólogos. 
Em 1989, o cineasta americano Steven Spielberg rodou parte do filme “Indiana Jones e a Última Cruzada” em Petra, o que aumentou a notoriedade do local. A Câmara do Tesouro (El Khazneh) é a construção mais famosa de Petra. O nome “tesouro” deriva de uma lenda local que diz que ladrões teriam escondido suas riquezas na urna contida no topo da construção. Eleitas em 2007 uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno, as ruínas tornaram-se a principal atração turística da Jordânia e um dos pontos turísticos mais visitados do oriente. Petra está a pouco menos de 200 km da capital Amã e seu principal acesso é feito por rodovias. Dentro do sítio arqueológico, no entanto, só é possível entrar a pé.
Muralhas da China (China)
A cédula de 1 Yuan, de 1996, estampa no seu reverso um famoso ícone chinês, as Muralhas da China, também conhecidas como a Grande Muralha. Abaixo de sua imagem, há o nome People’s Bank Of China nos idiomas Mongol, Tibetano, Uigures e Zhuang, respectivamente. No anverso, na lateral, estão representadas meninas da etnia Yao, do lado esquerdo, e Dong, do lado direito.
A Etnia Yao é originária do sul da China e é encontrada nos terrenos montanhosos do sudoeste e do sul do país. A Etnia Dong, conhecida por suas habilidades únicas na carpintaria e na arquitetura, é originária da mesma região. Ambas fazem parte das 56 nacionalidades reconhecidas pela República Popular da China.
A Muralha da China é uma estrutura de arquitetura militar que começou a ser construída durante o Império Médio, no reinado do Imperador Qin Shi Huang da Dinastia Qin, que foi o primeiro imperador da China Unificada, entre 221-210 a.C. Seu término ocorreu quase dois milênios depois, no século XV, durante a Dinastia Ming. Inicialmente construída para defesa dos inimigos da dinastia Qin que se originavam do norte, as dinastias posteriores a utilizaram com a mesma proposta. Atualmente, a estrutura que consiste de diversas muralhas constitui um símbolo da China, além de ser uma atração turística.
A Muralha também foi utilizada para transladar pessoas e armamentos em grande velocidade de um lado para outro, além de transportar caravanas que iam desde as cidades chinesas até o golfo pérsico e dele aos portos do mediterrâneo oriental, dando acesso, assim, aos mercados europeus.
As suas diferentes partes distribuem-se entre: o Mar Amarelo (litoral Nordeste da China), o deserto de Gobi e a Mongólia (a Noroeste). Considerando-se todas as partes já construídas, incluindo as que já não existem, a Muralha tinha originalmente 21.196 km, com, em média, 7 metros de altura. É Patrimônio Mundial da Unesco desde 1987 e, após concurso informal internacional em 2007, foi considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.
Torre do Banco da China (Hong Kong) A Torre da sede do Banco da China (Bank of China – BOC) estampou o anverso da cédula de 20 Dólares de Hong Kong, emitida em 1997. No reverso, ilustração representativa do centro de edifícios comerciais em Wan Chai, uma das áreas comerciais mais intensas de Hong Kong. Esta cédula faz parte de um catálogo confeccionado pelo Bank of China contendo oito cédulas, dentre as quais três são de Hong Kong e cinco de Macau.
A torre de 72 andares, concluída em 1990, é atualmente o 12º arranha-céu mais alto do mundo, e o 4º maior em Hong Kong, com 367,4 metros de altura. Ele foi o primeiro edifício construído fora dos Estados Unidos a ultrapassar 305 metros de altura. Do seu 43º andar, há um deque de observação, que oferece uma vista única da cidade e seus pontos principais.
A Torre do BOC é uma obra-prima do arquiteto chinês naturalizado americano IM Pei. Sua inspiração para a construção do prédio foi o bambu, que na China é símbolo de força, crescimento e prosperidade, retratando o rápido desenvolvimento do Banco da China de Hong Kong. O desafio na criação do prédio foi executar uma construção com a altura requisitada numa zona propensa a tufões. O edifício é caracterizado por uma mistura harmoniosa de arquitetura moderna e design tradicional chinês.
Em muitas áreas da Ásia, o layout das cidades e design dos edifícios segue os preceitos do Feng Shui. Hong Kong é conhecida como Feng Shui cidade do mundo, e para se candidatar a uma licença de construção na cidade, é preciso apresentar um projeto assinado por um mestre de Feng Shui Intitulado. A Torre do BOC é considerada o edifício "mais agressivo do mundo" em termos de Feng Shui. O prédio recebeu críticas de praticantes de Feng Shui por causa de suas beiradas pontudas e o simbolismo negativo causados pelas numerosas formas em X.
As cédulas mencionadas no texto fazem parte do acervo do Museu de Valores do BC. Nem todas estão em exposição nas salas do museu.
*As informações do texto foram retirados de sites como Brasil Moedas, Notes of the World, Bank Notes, Info Escola, O Globo, Viaje Aqui, portal Terra, European Central Bank, Epoch Times, entre outros. As imagens reais das estruturas arquitetônicas são de domínio público, com licença Creative Commons. Não foi possível encontrar imagens públicas de todas as construções aqui mencionadas.