"No que tange à inflação, a dinâmica é favorável, com sinais de menor persistência no processo e desinflação mais difundida. Vivenciamos um choque favorável nos preços de alimentos e recuo nas expectativas de inflação para 2017, com manutenção da ancoragem das expectativas para horizontes mais distantes", explicou Carlos Viana (foto), diretor de Política Econômica do BC, em coletiva de apresentação do relatório à imprensa.
Sobre o cenário externo, Carlos Viana afirmou que há sinais de crescimento econômico global mais forte. " A gente vinha tendo sequência de revisões de crescimento global para baixo. Esse momento parece ter se encerrado e a gente passa a ver algumas revisões de crescimento para cima: a área do Euro com números melhores, Japão também com números melhores...”, explicou o diretor. “Completando esse quadro nós temos uma melhoria nos números de inflação nas economias desenvolvidas que vinham experimentando inflação especialmente baixa e abaixo das metas de vários países. Esse processo reverteu e as projeções agora indicam inflação retornando para patamares mais confortáveis, mais próximos das metas, no caso de alguns desses países."
PIB
O diretor Carlos Viana ressaltou ainda que o cenário básico do Copom contempla sinais compatíveis com a estabilização da atividade econômica no curto prazo e retomada gradual da atividade ao longo do ano de 2017. "A economia segue operando com nível elevado de ociosidade. No âmbito externo, o cenário continua bastante incerto. A atividade econômica global tem se mostrado mais forte e isso tem tido efeito positivo sobre preços das commodities, com melhoria do termo de troca para uma série de países, dentre os quais o Brasil. Entretanto, há incerteza sobre a continuidade desse crescimento global e também sobre a manutenção do atual patamar dos preços das commodities", concluiu.