A Combinação de Negócios entre a B3 e a Cetip foi consumada em 29 de março de 2017
Itens não recorrentes relacionadas à consumação da Combinação de Negócios totalizaram R$341,2 milhões1 antes de impostos, (R$226,0 milhões após impostos) no 1T17
Provisões não recorrentes de R$134,3 milhões antes de impostos (R$88,6 milhões após impostos) no 1T17, refletindo harmonização de metodologia de classificação de risco de perda para contingências
Receitas dos segmentos Bovespa e Cetip UFIN subiram 21,5% e 15,8%, respectivamente; receita líquida subiu 7,6%; e o lucro líquido excluindo itens não recorrentes cresceu 9,6% no 1T17
São Paulo, 12 de maio de 2017 – BM&FBOVESPA S.A. (“B3” ou “Companhia”; código de negociação: BVMF3) divulga hoje os resultados do primeiro trimestre de 2017 (1T17). A demonstração de resultados da Companhia no 1T17 foi impactada pela consumação da operação de Combinação de Negócios entre a BM&FBOVESPA e a Cetip (Combinação de Negócios) em 29 de março de 2017. Consequentemente, as demonstrações financeiras contábeis do 1T17 incluem apenas dois dias dos resultados da Cetip. Com o intuito de permitir um melhor entendimento do desempenho da B3 no trimestre, a análise abaixo é baseada em uma demonstração financeira gerencial combinada não auditada (ver detalhes no anexo).
Orçamentos de despesas ajustadas2 (OPEX) e de investimentos ajustados3 (CAPEX) anunciados hoje, conforme segue:
- (i) orçamento de OPEX para 2017: intervalo de R$1.050 milhões a R$1.100 milhões. Adicionalmente, o orçamento para as despesas com depreciação e amortização prevê intervalo de R$790 milhões a R$840 milhões, que inclui a depreciação e amortização de intangíveis; e
- (ii) orçamento de CAPEX ajustado para 2017: intervalo de R$250 milhões a R$280 milhões.
Adicionalmente, os orçamentos de OPEX e CAPEX relacionados à Combinação de Negócios para 2017 e 2018 foram anunciados, conforme descrito na sessão novos orçamentos.
Destaques do 1T17:
- No segmento BM&F, o volume médio diário (ADV), cresceu 20,0% sobre o primeiro trimestre de 2016 (1T16), enquanto a receita por contrato (RPC) média caiu 30,1% no mesmo período;
- O volume financeiro médio diário (ADTV) no segmento Bovespa cresceu 15,6% sobre o 1T16 e as margens de negociação e pós negociação cresceram 1,5% no mesmo período;
- O aumento de 17,9% na quantidade de transações foi o principal destaque do segmento de títulos e valores mobiliários (Cetip UTVM) quando comparado com o 1T16.
- No segmento de financiamentos (Cetip UFIN), a quantidade de veículos financiados cresceu 7,2%, devido ao aumento de 4,6% no total de veículos vendidos e ganho de 76 bps na penetração do crédito no mercado de veículos.
- Distribuição de R$140,3 milhões em juros sobre capital próprio, 50% do lucro líquido societário no 1T17.
O Diretor Presidente da B3, Gilson Finkelsztain, disse: “A consumação da Combinação de Negócios entre a BM&FBOVESPA e a Cetip possivelmente está entre um dos principais marcos na história do mercado financeiro brasileiro. Nós da diretoria executiva estamos entusiasmados com o futuro da Companhia, e honrados com o desafio de liderar o excepcional time da B3. Nossa maior prioridade no curto e no médio prazos é integrar as duas companhias, enquanto continuamos a executar nossas atividades diárias com excelência e em benefício de nossos clientes, reguladores e acionistas. Buscaremos assegurar que essa integração nos permita capturar todas as eficiências e os benefícios esperados da combinação, e ao mesmo tempo preservar o melhor das duas companhias antecessoras, em termos de qualidade de serviços, resiliência de sistemas, capacidade de inovar e motivação dos times. Os cerca de 2.200 funcionários da B3 estão cientes de quanto nossos serviços e infraestruturas são importantes para nossos clientes, e continuaremos a trabalhar arduamente para exceder as suas expectativas”.
O Diretor Executivo Financeiro e de Relações com Investidores, Daniel Sonder, adicionou: “Um dos principais benefícios da combinação de negócios é que a B3 terá um portfólio ainda mais amplo e completo de produtos e serviços, que se traduzirá em um mix de receitas mais diversificado e resiliente. Do ponto de vista financeiro, forte geração de caixa e alavancagem operacional continuarão a ser duas das principais forças do nosso negócio e nossas prioridades serão as mesmas que guiaram a BM&FBOVESPA e a Cetip no passado: preservar a robustez do nosso balanço, praticar disciplina de despesas e retornar capital aos nossos acionistas”.