O nosso Comitê de Acompanhamento Macroeconômico revisou as projeções do cenário econômico para 2017 em reunião realizada no último dia 26. Os economistas do grupo elevaram a estimativa de crescimento do PIB do primeiro trimestre para 0,9%, frente à projeção anterior de 0,4%, feita em abril. Essas e outras projeções estão no Relatório Macroeconômico.
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As previsões para os próximos trimestres, no entanto, indicam um ritmo menor de crescimento da atividade econômica, diante do atual quadro de incerteza. Para o segundo trimestre, o grupo estima um avanço de 0,2% do PIB contra 0,5% observado na reunião anterior. As previsões de 0,7% para o terceiro e quarto trimestres foram reduzidas para 0,4% e 0,5%, respectivamente. Para 2017, a mediana da taxa do PIB elevou-se de 0,44% em abril para 0,50% em maio. As taxas máximas e mínimas apuradas, de 1,3% e 0%, refletem a dificuldade de avaliação da trajetória da economia no curto e médio prazos.
Política monetária
A despeito da volatilidade observada nos preços dos ativos na última semana, a maior parte dos analistas não acredita em mudanças na trajetória da meta da taxa Selic para o curto e médio prazos.
As expectativas do comitê não se alteraram em relação a abril, com as apostas em linha com a redução de 100 pontos base na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e um ritmo mais gradual de queda no segundo semestre, com os juros situando-se em 8,50% a.a. no final deste ano.
Com relação à inflação, o forte processo de desaceleração dos preços se refletiu nas projeções. A mediana do IPCA para 2017 foi revisada de 4,10% para 4,0% em relação a abril. A distribuição destas estimativas, entretanto, mostra que a melhora do balanço de riscos inflacionários poderá levar a taxas ainda mais baixas. A maior parte das projeções concentrou-se no intervalo entre 3,5% e 4,0%, com 52% das estimativas, contra 29% observadas na reunião anterior. As previsões situadas entre 4,0% e 4,5% reduziram sua participação de 71% para 48% das apostas no mesmo período. A mínima e a máxima previstas para 2017 foram de 3,50% e 4,33%, respectivamente. O comitê acredita que a situação política possa ter um efeito deflacionário, na medida em que compromete a confiança das empresas e famílias, com efeitos negativos para os investimentos e o consumo. Uma elevação da inflação influenciada pela recente desvalorização da moeda doméstica também é descartada diante do baixo dinamismo do nível de atividade, limitando o repasse da taxa de câmbio para os preços domésticos (mecanismo conhecido como pass-through).
Conheça o Comitê de Acompanhamento Macroeconômico
O grupo que discute a conjuntura econômica e os cenários para os mercados brasileiro e internacional é formado por 25 economistas de instituições associadas. Eles se reúnem a cada 45 dias e as principais discussões originam o Relatório Macroeconômico.