![]() | Entre os especialistas em serviços
financeiros dos países da América Latina e Caribe há um consenso: a
região tem pela frente uma série de desafios no que diz respeito à
promoção da cidadania financeira. Um deles, na avaliação do presidente
do BC, Ilan Goldfajn, é entender que promover inclusão financeira não se
resume a garantir acesso a esse tipo de serviço. “Embora esse já seja um grande desafio, é preciso também que esses serviços sejam adequados às necessidades da população incluída e que seu uso seja feito de forma consciente e responsável”, afirmou. Em discurso durante a abertura do I Encontro do Grupo de Especialistas em Políticas de Inclusão Financeira da Filac (Iniciativa de Inclusão Financeira para América Latina e Caribe), evento que começou nessa terça-feira (6) e segue até hoje, Ilan destacou os desafios trazidos |
| À mesa, durante abertura do encontro, Carlos Alberto Moya, diretor regional da AFI na América Latina e Caribe, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, e o diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania, Isaac Sidney. | pelos avanços da tecnologia aplicada a serviços financeiros, as consequências na área de regulação, educação e proteção dos consumidores bancários, e lembrou que o Brasil tem se esforçado para acompanhar o ambiente tecnológico e para compreender suas consequências regulatórias e econômicas. |
“Nesse sentido, aprovamos em 2013 lei que cria um ambiente regulatório seguro para a participação do setor de telecomunicações na oferta de serviços de pagamento móveis”, afirmou. “Com esse marco regulatório, será possível ao cidadão, mesmo àquele que ainda não tem conta em banco, acessar uma série de serviços, como transferir e receber recursos e pagar contas utilizando o telefone celular”, concluiu.
Também durante a abertura do evento, o diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC, Isaac Sidney Ferreira, ressaltou que milhões de adultos seguem sem acesso a serviços financeiros, devido a disparidades de renda e à exclusão do sistema financeiro. “Apesar de avanços recentes, ainda temos em nossa região algo em torno de 250 milhões de pessoas não-bancarizadas”, completou.
O presidente do BC afirmou ainda que a atuação governamental é um catalisador importante do processo de inclusão financeira. A Cidadania Financeira é um dos pilares da Agenda BC+.
