Notícia
29/06/2017

CMN alonga o horizonte e fixa a meta para a inflação em 4,25% para 2019 e em 4,00% para 2020

O CMN reduz a meta de inflação para 2019 e 2020 e amplia o horizonte de fixação para três anos.

https://edicao-www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/PublishingImages/Jornalismo%20Interno/CMN/Meta%20infla%C3%A7%C3%A3o%202019-2020/BCB_290620170586.JPGO Conselho Monetário Nacional (CMN) reduziu a meta de inflação para 2019, que passa a ser de 4,25%, e para 2020, que será de 4,00%. A margem de tolerância continuará a ser de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O anúncio da nova meta foi feito na manhã desta quinta-feira (29), em Brasília, pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, e pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, que compõem o CMN. A mudança na meta tem o objetivo de avançar, de forma gradual e consistente, na obtenção de taxas de inflação mais baixas para a economia brasileira. A meta para 2017 e para 2018 continua em 4,5%.

O horizonte de fixação da meta para a inflação também foi ampliado de dois para três anos. De acordo com o presidente do BC, definir uma meta com mais antecedência tem três benefícios. O primeiro, segundo ele, está ligado ao planejamento da sociedade. “Com horizonte mais longo, a política econômica poderá balizar as expectativas de inflação para prazos mais longos”, disse Ilan Goldfajn. “Segundo, com expectativas de inflação mais longas ancoradas em patamares mais baixos a economia pode almejar de forma sustentável juros de longo prazo mais baixos. E terceiro, com expectativas de inflação mais longas ancoradas, a política monetária pode acomodar mais facilmente choques de curto prazo promovendo mais estabilidade”.

Balizador de expectativas
O sistema de metas foi adotado em junho de 1999 como forma de ancorar a inflação e evitar o risco de retorno da hiperinflação, vivenciado pelo país nas décadas de 1980 e 1990. Nesse regime, o BC se compromete a trabalhar para que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esteja na meta.

É um mecanismo de coordenação das expectativas dos agentes econômicos, indicando a eles o alvo a ser perseguido pelo Banco Central, e de transparência para a condução da política monetária, auxiliando na redução das incertezas. O limite de tolerância existe para permitir acomodação de choques que produzam desvios temporários da inflação em relação à meta estabelecida.

A partir do anúncio da meta, o BC passa a conduzir a política monetária, em especial a taxa básica de juros da economia (Selic), em acordo com os resultados esperados para a inflação no futuro.  “A redução da meta deve possibilitar inflação e juros nominais mais baixos”, afirma Eugênio Pacceli Ribeiro, chefe do gabinete do diretor de Política Econômica do BC.

“A comunicação transparente do Banco Central com o público diminui a incerteza quanto ao futuro da inflação, o que por si só já traz benefícios para a população, além de reduzir a volatilidade dos mercados financeiros”, explica Eugênio Ribeiro sobre a importância do sistema de metas como instrumento de comunicação com a sociedade.

Leia mais sobre o Sistema de Metas para a Inflação.