Notícia
27/09/2017

Sistema que reúne séries temporais do BC passa a contar com dados sobre cooperativas de crédito

Sistema do BC passa a disponibilizar dados sobre cooperativas de crédito para inclusão financeira.

Dados sobre cooperativas de créditos que foram publicados no último Relatório de Inclusão Financeira (RIF) de 2015 estão agora disponíveis no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS). Eles também podem ser encontrados no Portal de Dados Abertos do BC e compõem os indicadores de inclusão financeira.

De acordo Elvira Cruvinel, chefe do Departamento de Cidadania Financeira do BC, a intenção é inserir no SGS os dados contidos no RIF 2015, com exceção de alguns indicadores que estão em fase de revisão metodológica. “Os dados inseridos no sistema foram coletados entre 2005 e 2016, e alguns deles, entre 2012 e 2016”, afirma. “Dessa maneira, tanto a população em geral, quanto pesquisadores, acadêmicos, e o próprio mercado já podem acessar essas informações. As próprias cooperativas podem utilizar o conteúdo para produzir diagnósticos da evolução do segmento”, explica.

Ela ressalta a importância desse segmento para a inclusão financeira. “As cooperativas chegam a regiões que nem todas as instituições-sede ou agências bancárias alcançam, tendo oportunidade de ofertar serviços mais adequados. Outra particularidade é o fato de o cooperado ser dono da cooperativa, podendo participar das assembleias e das decisões”, defende.

Mais bases no SGS
Os próximos dados a serem inseridos no SGS serão os referentes aos Microempreendedores Individuais (MEIs), cuja divulgação ocorrerá no III Fórum de Cidadania Financeira, a ser realizado nos dias 7 e 8 de novembro. Serão disponibilizadas mais de 1,5 mil séries. Durante o evento, o painel Medidas de Cidadania Financeira: avaliando possibilidades discutirá conceitos e dimensões de cidadania financeira e o desenvolvimento de indicadores de cidadania financeira na América Latina e no Brasil.

“As bases que temos focam no lado da oferta, ou seja, dados que as instituições financeiras nos enviam. Por isso, estamos desenvolvendo um instrumento de pesquisa de mensuração da cidadania financeira que nos permita conhecer a perspectiva do lado da demanda, de quem usufrui os serviços. Gostaríamos de saber, por exemplo, se a pessoa possui poupança ou não e por quê. Hoje só sabemos quem tem, sem sabermos o motivo”, afirma a chefe do Departamento de Cidadania Financeira.

De acordo com Elvira, o BC pretende publicar as pesquisas na Série Cidadania Financeira, a fim de complementar as bases já existentes. Elas serão utilizadas também no próximo RIF, com previsão de publicação em 2018.