Segundo pesquisa realizada pelo jornal Valor Econômico e pela Aon, consultoria especializada em soluções e gestão do capital humano, o Banco Central é a sétima instituição mais desejada para se trabalhar. A autarquia é a única instituição pública mencionada entre as 15 empresas classificadas nesse ranking. Em 2016, o BC ocupou o nono lugar na lista.
Foram ouvidos no levantamento 51,7 mil funcionários das empresas que fazem parte da pesquisa em todo o Brasil, de janeiro a junho de 2017. De forma espontânea, eles indicaram as empresas em que gostariam de trabalhar.
A lista das preferidas para trabalhar – 2017
1º. Google
2º. Petrobras
3º. Caixa Econômica Federal
4º. Itaú Unibanco
5º. Banco do Brasil
6º. Natura
7º. Banco Central do Brasil
8º. Nestlé
9º. Vale
10º. Unilever
11º. Johnson & Johnson
12º. Ambev
13º. Volvo
14º. Microsoft
15º. IBM
Essas empresas foram lembradas pelos recursos que oferecem, como equilíbrio entre vida pessoal e profissional, expedientes mais flexíveis, home office e prioridade para o aprendizado, com investimentos para capacitação. Empresas públicas foram relembradas por critérios como estabilidade na carreira pública e desenvolvimento técnico, além de perspectivas de bons salários e benefícios.
De acordo com o chefe do Departamento de Gestão de Pessoas do BC, Marcelo Cota, isso demonstra a atratividade do público externo em relação à carreira de especialista do BC. “Ao mesmo tempo em que isto nos traz um desafio para concursos, a fim de selecionar os melhores, penso que nos desafia ainda mais no sentido de recuperarmos a percepção da atratividade interna. A nossa gestão de pessoas vem implantando, desde fevereiro deste ano, novas práticas de gestão de pessoas, como a mobilidade e o teletrabalho, não sem antes promover ampla discussão com servidores e gestores. Pretendemos tornar a gestão de pessoas no BC cada vez mais participativa”, afirmou.
Para o chefe adjunto no Departamento de Planejamento, Orçamento e Gestão, Luis Gustavo Goi Simões, o Banco goza de uma imagem de excelência e de ser um lugar de oportunidade de desenvolvimento e realização profissional, o que se reflete no resultado da pesquisa. “Isso é ótimo para nós, pois mostra que temos condições de seguir atraindo excelentes profissionais. Mas não podemos nos deixar relaxar com isso. Essa pesquisa nos dá força para seguirmos investindo em processos de governança e gestão que vão levar o Banco a ser cada vez mais efetivo, eficiente, ágil, flexível e transparente”, avaliou.
Como é feita a pesquisa
O estudo “As melhores na gestão de pessoas” foi conduzido no intuito de avaliar os índices de engajamento e satisfação nas empresas. Ele se propõe a indicar os pontos nos quais a empresa deve focar seus esforços para impactar positivamente o engajamento dos seus funcionários. O resultado que contempla o BC é apenas um dos tópicos revelados na pesquisa. Foram consultados apenas funcionários de empresas privadas. Os entrevistados foram questionados sobre a empresa que desejariam trabalhar, caso não trabalhassem no atual emprego.
Entre os critérios avaliados no levantamento estão: equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, atividades diárias e autonomia no trabalho, remuneração, reconhecimento, percepção dos funcionários sobre a imagem interna e externa da empresa e seu orgulho em pertencer à organização. Além disso, foram levados em conta aspectos como oportunidades de carreira, treinamento e desenvolvimento, gestão, infraestrutura de apoio, diversidade e inclusão, gestão de talentos e de desempenho.
A pesquisa é realizada com uma amostra selecionada aleatoriamente a partir de uma relação de funcionários em 31 de dezembro de 2016, disponibilizada pelas empresas, e varia de acordo com o total de funcionários. É exigido um número mínimo de questionários respondidos para validar a pesquisa, de modo a garantir um índice de 95% de confiança e 5% de desvio-padrão.
O resultado foi publicado em outubro na 15ª edição da revista Valor Carreira. Para mais informações, acesse a página da pesquisa.