Orquídea (Brasil)
Nativa do Espírito Santo e de Minas Gerais, ela também existe no norte do Rio de Janeiro e no sul da Bahia. Suas flores podem atingir 22 centímetros de diâmetro. Por ser própria da região Sudeste, com comportamento climático mais ou menos estável, a planta desenvolve-se inclusive sobre pedras. Naturalmente, ao encontrar ambiente mais propício em árvores ou arbustos, que conservam mais umidade em seus galhos, desenvolve-se melhor podendo se tornar plantas de grande porte.
A cédula de 500 cruzados novos, que circulou de 1990 a 1994 no Brasil, homenageou a flora e a fauna brasileira. No anverso, a efígie do cientista, agrônomo, ecologista e naturalista brasileiro Augusto Ruschi (1915-1986), que se tornou respeitado especialista em beija-flores e orquídeas no Brasil. Ladeada por alegorias de flora e fauna, destaca-se uma representação da "Cattleya labiata warneri", orquídea que, com dezenas de variedades, é a mais típica do Espírito Santo e a maior flor do gênero no país. No reverso, Ruschi aparece examinando orquídeas. Ao lado esquerdo, em destaque, a figura de um beija-flor.
Ipê-de-jardim e palmeiras (Bahamas)
As Bahamas possuem o terceiro maior sistema de recifes de corais no mundo, com mais de 164 espécies de peixes e corais. No reverso da cédula é possível ver um exemplo. Recifes são um dos mais fortes atrativos turísticos da ilha, importantes para a economia local, gerando bilhões de dólares anualmente e apoiando mais de 40 mil postos de trabalho. Como em outras partes do Caribe, os recifes de corais das Bahamas foram afetados por fatores naturais e humanos, causando danos a esse ecossistema. Alguns dos impactos observados incluem clareamento e morte de corais, bem como a redução do de peixes e outros animais marinhos encontrados tipicamente nesses recifes.
Gentiana asclepiadea (Romênia)
A flor está estampada no centro do anverso da cédula de 10.000 leus romenos, de 1999. Ao seu lado direito, a imagem de Nicolae Iorga (1871-1940), historiador, catedrático, crítico literário, memorialista, dramaturgo, poeta e político romeno. No reverso, à esquerda, uma águia de Wallachia (região da Romênia), e ao lado, a Catedral de Curtea de Argeș, um templo da Igreja Ortodoxa Romena, localizada no mosteiro de Curtea de Argeș, na cidade de mesmo nome.
Hibisco e Dendezeiro (Malásia)
A planta é comestível e pode ser consumida crua ou cozida. As flores também são usadas como tintura, dando um toque roxo aos pratos. Na medicina chinesa, são atribuídas ao hibisco propriedades antiespasmódicas, analgésicas, adstringentes, ligeiramente laxantes e anti-irritantes, entre outras. Ele também tem uso cosmético. A flor aparece no anverso da cédula de 50 ringgit malaio, de 2007, ao lado de Tuanku Abdul Rahman (1895-1960), que foi o primeiro chefe de Estado Supremo da Federação da Malásia.
No reverso da cédula, ao lado esquerdo, é retratado um dendezeiro ou coqueiro-de-dendê (Elaeis guineenses), uma palmeira originária da Costa Ocidental da África (Golfo da Guiné). Seu fruto é conhecido como dendê, que origina um óleo conhecido como azeite de dendê ou óleo de palma. O dendezeiro é encontrado desde o Senegal até Angola. Especula-se que a palmeira tenha chegado às terras brasileiras junto com os primeiros escravos africanos, entre 1539 e 1542, trazida pelos feitores de escravos. A planta se adaptou bem ao clima tropical úmido do litoral brasileiro, e seu azeite é amplamente utilizado na culinária baiana. Em 1995, a Malásia era a maior produtora mundial do óleo de dendê, mas desde 2007, a Indonésia alcançou esse título. Ao lado direito da cédula, a imagem de Tunku Abdul Rahman Putra Alhaj (1903-1990), que foi o primeiro chefe de governo da Malásia após a independência do país.
Simpor (Brunei)
A Simpor é a flor nacional de Brunei, país no sudeste asiático, localizado entre a Malásia e a Indonésia. Há duas espécies da planta: a primeira é a Dillenia suffruticosa. A outra é a Dillenia beccariana representada no anverso da cédula de 1 dólar de Brunei, de 1996, ao lado de Hassanal Bolkiah, atual sultão e primeiro ministro de Brunei desde 1º de agosto de 1968. No reverso da cédula, há a representação de uma floresta tropical.
Essa flor nacional tem pétalas largas amarelas, com folhas igualmente largas. Quando totalmente desabrochada, as pétalas se espalham como um guarda-chuva. Ela é facilmente encontrada em estampas no artesanato tradicional do país e pode crescer em vários habitats, inclusive ao longo dos rios de Brunei e das praias de areia branca, onde outras espécies não conseguem viver.
As folhas grandes são usadas para envolver alimentos como tempeh (bolos de soja fermentados), nasi lemak (arroz fermentado) e tapai (um tipo de mandioca). Suas raízes muito profundas funcionam como guia para localizar e cavar um poço, no intuito de explorar recursos subterrâneos. Além disso, as folhas maduras ou antigas de algumas espécies contêm depósito de sílica, podendo ser usadas como substituto da lixa. Elas também possuem valor medicinal: os brotos jovens podem ser usados para estancar feridas e as polpas das frutas, para lavar o cabelo.