Notícia
23/02/2018

Mais da metade dos papéis de renda fixa emitidos em 2017 foi distribuída no mercado

Em 2017, mais da metade dos papéis de renda fixa emitidos foi distribuída no mercado para investidores, refletindo maior liquidez e participação institucional.

No ano passado, 67% (R$ 93,7 bilhões) dos ativos de renda fixa emitidos no mercado de capitais foram comprados pelos investidores. “Isso mostra o crescimento do mercado de capitais, com mais negócios e, consequentemente, mais liquidez”, afirma José Eduardo Laloni, nosso diretor. Do total emitido, os bancos ficaram com apenas 33% (R$ 45,9 bilhões) dos papéis nas tesourarias de suas casas. Os dados estão na publicação Em Destaque, que analisa esse e outros movimentos do mercado.

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O percentual de distribuição a mercado, considerando o total originado, é o maior desde 2009, início da vigência da Instrução CVM 476 (que regula a distribuição via esforços restritos, isto é, ofertas destinadas a um número limitado de investidores), que alterou o cenário de colocação dos papéis no mercado. Foi a primeira vez que os investidores ficaram com mais da metade dos papéis. Em 2016, por exemplo, 39% dos ativos foram a mercado e 61% ficaram com os bancos. Os dados abrangem emissões de debêntures, de notas promissórias, de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) e de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) distribuídos via instruções 400 e 476.

“O mercado vem se desenvolvendo com assets e corretoras mais ativas, o que também tem impulsionado o crescimento dos negócios no mercado secundário. Além disso, os investidores, diante de um cenário de queda de taxa de juros e menor inflação, estão mais atentos, buscando novos produtos”, complementa Laloni.

Outro fator que estimulou a pulverização dos papéis foi a maior participação dos investidores institucionais. Nos anos anteriores, por conta da instabilidade econômica, esse público adquiriu menos papéis. Em 2017, foram responsáveis por 61% da compra de debêntures contra 32% em 2016. Com relação às notas promissórias, os investidores institucionais adquiriram 57,2% desses ativos, enquanto em 2016 compraram 32,7%.