
Após dois anos de recessão, 2017 marcou o início da recuperação da atividade econômica no país e isso se traduziu em menores riscos para a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional (SFN). A avaliação é do diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza (foto), que apresentou nessa terça-feira (17) a edição mais recente do Relatório de Estabilidade Financeira (REF), referente ao segundo semestre de 2017.
“Tivemos queda generalizada nos indicadores de risco, devido à melhora dos indicadores de crédito e ao aumento da rentabilidade do sistema. Isso ocorreu em um contexto de retomada do crescimento da economia, de queda da inflação, de redução da Selic e de melhora nos níveis de emprego.”
De acordo com o diretor de Fiscalização, o mercado confia na capacidade de absorção de eventuais choques pelo SFN, mas o cenário político, a agenda de reformas e a conjuntura internacional foram apontados como motivos de preocupação para os próximos meses. Souza destacou ainda que a queda da inadimplência observada nos últimos meses, principalmente no segmento de crédito às pequenas e médias empresas (PMEs) e às famílias, levou à redução da provisão por parte dos bancos: “O nível de provisões trimestrais começa a se aproximar do que tínhamos em 2012.” Ele lembrou que o índice de cobertura para ativos problemáticos se mantém em patamar confortável, em torno de 83%. Veja os principais destaques do REF no infográfico abaixo.
