Desde o começo de julho, as instituições financeiras (IFs) podem utilizar imagens feitas por drones e satélites para acompanhar a aplicação dos recursos concedidos via crédito rural. A mudança aplica-se à fiscalização feita pelas IFs sobre a aplicação do dinheiro emprestado para financiar atividades agropecuárias no país.
Na prática, por meio de aparelhos próprios ou contratados, as IFs vão reduzir seu próprio custo de fiscalização e também municiar a supervisão do BC com melhores informações. A novidade, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em março, permitirá ao BC monitorar melhor se as instituições financeiras estão realizando a fiscalização de forma efetiva.

Sobre o crédito rural
Todos os anos, os bancos têm que destinar 30% dos depósitos à vista e 60% dos depósitos em poupança rural para aplicar em operações de crédito rural. Dentro desses percentuais, o CMN estabelece subdirecionamentos para cada segmento rural de acordo com o perfil do produtor.
Se esses recursos não forem aplicados em crédito rural, o BC cobra das instituições o custo financeiro (diferença entre os juros médios cobrados na carteira de crédito da instituição e os juros praticados nas operações de crédito rural). Na safra 2016/2017, o volume de financiamento do crédito rural foi de R$153,6 bilhões.
A finalidade do crédito rural é financiar custeio para cobrir as despesas normais dos ciclos produtivos, investimento em bens ou serviços, cujo desfrute se estenda por vários períodos de produção, comercialização para cobrir despesas próprias da fase posterior à coleta da produção ou para converter em espécie os títulos oriundos de sua venda ou entrega dos produtos às suas cooperativas.