Carlos Ambrósio, presidente da ANBIMA, destacou avanços na indústria de gestão de fundos
São 20 anos desde que a indústria de fundos se reuniu pela primeira vez para debater os assuntos de interesse e as tendências do setor, no 1º Congresso de Fundos de Investimento. De lá para cá, muita coisa mudou, conforme pontuou Carlos Ambrósio, na abertura da décima edição do evento, que acontece nesta quarta e quinta-feira em São Paulo.
“Olhar para a história do congresso é olhar para nossa indústria e como ela evoluiu ao longo desses anos", disse.
Há 20 anos, os assuntos giravam em torno da chegada da internet, que revolucionava os canais de distribuição, e a possibilidade das instituições operarem com a arquitetura aberta, isto é, a comercialização de produtos de uma empresa pela outra. Ambrósio também olhou para o que estava em debate há dez anos, em 2009. O destaque era a resiliência da indústria de fundos brasileira diante da crise financeira que abalou o mundo todo no ano anterior. No entanto, havia uma preocupação em aprimorar os controles de risco e buscar soluções para fortalecer o financiamento de longo prazo.
+ Confira o discurso de Carlos Ambrósio na íntegra
Hoje, em 2019, o foco é outro: a discussão do papel da gestão e da importância que a alocação profissional de recursos tem sobre o conjunto da economia.
“O grande desafio dos gestores é assegurar a correta composição e diversificação das carteiras para atender aos objetivos de cada investidor. A boa notícia é que existem condições para isso, com o encolhimento do crédito público e a perspectiva de crescimento econômico, ainda que moderada. Eles contribuem para que as empresas busquem, no mercado de capitais, instrumentos capazes de suprir a necessidade de recursos de longo prazo”, disse.
Os canais digitais, diferente de 20 anos atrás, são uma realidade, e, aliados das instituições, se firmam cada vez mais como uma ferramenta de relacionamento. O suitability, já consolidado na indústria, chega em sua versão 2.0, ou seja, deve ser usado como um diferencial competitivo pelas instituições para conhecer cada vez mais seus clientes – e não mais apenas como uma obrigação regulatória. E o investidor assume o protagonismo no processo de decisão, exigindo cada vez mais transparência, diversidade e proximidade com o mercado.
“Isso resultará em mudanças na forma como abordamos o investidor e, por consequência, se refletirá no dia a dia dos profissionais de mercado. Para eles, a qualificação se faz ainda mais necessária. Não só para conhecer cada vez melhor o investidor, como para que o investidor enxergue valor na atividade daquele profissional. A ANBIMA tem o dever de liderar essas iniciativas”, concluiu.
Veja o discurso completo. Para assistir aos demais debates do congresso, acesse nosso canal no Youtube.