A indústria de fundos esteve em peso no nosso Congresso, que reuniu 921 participantes nos debates e apresentações que aconteceram na terça e na quarta-feira, no WTC, em São Paulo.
Além de falar do presente, situando os diversos atores sobre os aspectos mais relevantes do setor, o evento apontou para o futuro, colocando em pauta os temas que nortearão a agenda daqui para frente.
Foi consenso entre os participantes que é preciso endereçar esforços para algumas premissas, a fim de consolidar os fundos de investimento como instrumentos para o crescimento econômico do país. Simplificação, simetria entre os produtos, tributação e previsibilidade e estabilidade das regras encabeçam a lista de proposições. “Essas premissas devem nos ajudar a construir uma agenda que mire uma matriz de investimento de longo prazo e que nos ajude a readequar o trinômio risco, retorno e liquidez no mercado brasileiro”, disse Denise Pavarina, presidente da ANBIMA, na cerimônia de abertura.
Com uma mensagem gravada em vídeo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, marcou o encerramento do Congresso. Ele parabenizou a iniciativa da Associação e reforçou a preocupação do governo com o ajuste fiscal e o desenvolvimento de instrumentos que contribuam para o financiamento de longo prazo. “Estamos trabalhando inicialmente na agenda de ajuste fiscal como forma de retomar o crescimento, como também no alinhamento da tributação dos instrumentos de poupança. Essa é uma agenda importante para que as escolhas por esses instrumentos se deem mais por uma adequação do perfil de risco, de retorno e de objetivo do que por vantagens fiscais”, afirmou.
No conjunto, o evento registrou números significativos: foram 800 downloads do aplicativo que continha todas as informações do Congresso; 60 palestrantes; mais de 200 pessoas envolvidas na organização e na montagem; e 77 notícias publicadas nos mais diversos veículos de imprensa.