O 8º Congresso de Fundos de Investimento foi aberto na manhã desta terça-feira, 19, pela presidente da ANBIMA, Denise Pavarina. Ela destacou o tamanho da nossa indústria, que gere ativos no valor de R$ 2,5 trilhões; o papel central do segmento em uma economia de mercado como a brasileira; e a agenda para desenvolvimento do setor, que passa necessariamente pelos aspectos tributários da indústria de fundos. “Nós queremos construir uma agenda que busque simplicidade e permita a adequada comparabilidade entre as opções de investimento”, disse Denise.
Ela enumerou outras premissas que deverão embasar a construção desta agenda:
- busca constante pela simetria entre os produtos;
- gradualismo, de forma a garantir previsibilidade e estabilidade das regras;
- incentivos tributários para desenvolver segmentos considerados estratégicos precisam ser temporários, ter objetivos, serem monitorados e avaliados.
“Essas premissas devem nos ajudar a construir uma agenda que mire uma matriz de investimento de longo prazo e que nos ajude a readequar o trinômio risco, retorno e liquidez no mercado brasileiro”, afirmou.
A presidente da ANBIMA destacou a ausência de uma cultura de investimento que estimule a tomada racional e refletida de risco e a disposição de olhar para o longo prazo. Ela reconheceu, no entanto, que não temos o cenário mais propício para estimular essa cultura. “Basta ver a incerteza, volatilidade, aversão a risco e patamares de juros que temos enfrentado no período recente. Mas precisamos manter nossos esforços em momentos como estes”, disse ela, ressaltando também que o setor precisa discutir, propor e defender projetos que criem os incentivos necessários para que prevaleça uma verdadeira cultura de investimentos no Brasil.
Além da agenda tributária, Denise enfatizou a necessidade de acompanhar de perto e ajudar na implantação da nova regulamentação da indústria de fundos. “Vamos também usar nosso modelo de autorregulação, sempre que possível, para estimular práticas que aprimorem ainda mais a indústria”, afirmou, citando como exemplo o recente lançamento da nova classificação de fundos.
A qualificação dos profissionais também ganhou espaço no discurso. “A cultura de investimento anda lado a lado com a qualificação dos nossos profissionais,” disse Denise, destacando que o setor precisa criar e apoiar iniciativas de educação financeira e de investidores. “Precisamos dessa agenda audaciosa e estruturante para seguir oferecendo aos nossos investidores alternativas de geração de valor”, afirmou, ressaltando que a programação do congresso traz duas abordagens: a técnica, voltado para a agenda, e outra mais voltada para o mundo e para aspectos como comunicação, comportamento, política e ética.
A cobertura completa do Congresso de Fundos pode ser acompanhada pelohttp://blog.congressoanbimadefundos.com.br/¿¿¿¿¿¿¿