Notícia
14/11/2019

Sob coordenação do Banco Central, Brasil adere ao mais elevado padrão estatístico do FMI

Brasil adere ao SDDS Plus, padrão avançado do FMI para disseminação de estatísticas econômicas de alta qualidade.

​O Brasil acaba de aderir ao SDDS Plus (Special Data Dissemination Standard Plus), o padrão mais avançado de disseminação de estatísticas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Esse padrão foi criado em 2012, após a crise financeira global, e compreende requisitos adicionais ao SDDS, ao qual o Brasil aderiu em 2001. O SDDS foi criado em 1996, com o objetivo de fomentar a transparência das informações entre os países-membros do FMI, a partir da produção regular de estatísticas econômicas de alta qualidade e comparáveis internacionalmente. Dos 189 membros do Fundo, 56 países subscrevem o SDDS e 21, inclusive o Brasil, primeiro país latino-americano a aderir, integram o grupo de aderentes ao SDDS Plus (confira no mapa ao lado, disponível na página do FMI).

A subscrição ao SDDS e a adesão ao SDDS Plus requerem a produção de um conjunto pré-definido de estatísticas e o estrito cumprimento de requisitos de qualidade, regularidade e tempestividade. A adesão ao SDDS Plus, encorajada aos países com setores financeiros sistemicamente relevantes, atesta a qualidade das estatísticas produzidas no Brasil e reflete o profissionalismo e a constante evolução das instituições encarregadas da produção de dados econômico-financeiros. As estatísticas do Brasil que compõem o SDDS Plus são produzidas por Banco Central, Ministério da Economia e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O processo de verificação dos requisitos para adesão ao SDDS Plus, realizado pelo FMI e coordenado, no Brasil, pelo Banco Central, teve início em fevereiro deste ano. A adesão estava prevista no Voto 62/2017-BCB, que definiu a reestruturação da Diretoria de Política Econômica e criou o Departamento de Estatísticas. “O Brasil vinha avançando no cumprimento dos requisitos para aderir, inclusive no contexto da iniciativa do G-20 para eliminação de lacunas nos dados econômicos (G-20 Data Gaps Initiative). Por isso, foi convidado a formalizar seu ingresso”, explicou Fernando Lemos, chefe-adjunto no Departamento de Estatísticas do BC. 

Categorias adicionais
Em relação ao SDDS, o SDDS Plus compreende nove categorias adicionais de dados: indicadores de solidez financeira (sete indicadores, inclusive retorno sobre ativos e índice de preços de imóveis residenciais); operações do governo geral; dívida bruta total do governo geral; títulos de dívida (debt securities); contas financeiras; pesquisa de investimento em carteira, do FMI (Coordinated Portfolio Investment Survey - CPIS); pesquisa de investimento direto, do FMI (Coordinated Direct investment Survey - CDIS); composição por moedas das reservas internacionais; e dados de outras sociedades financeiras.

As regras de adesão ao SDDS Plus flexibilizam por até cinco anos o cumprimento dos requisitos referentes a até quatro das categorias adicionais. No caso brasileiro, três categorias de dados – as contas financeiras, as estatísticas de títulos de dívida e os dados de outras sociedades financeiras – contarão com essa flexibilidade. A expectativa, contudo, é que estejam disponíveis até o fim de 2020.