Notícia
21/02/2022

Carteira de crédito deve ter pequeno recuo em janeiro, mas seguirá estável na variação anual

Carteira de crédito deve apresentar leve recuo em janeiro, mantendo expansão anual estável.

Carteira de crédito deve ter pequeno recuo em janeiro, mas seguirá estável na variação anual

O saldo total da carteira de crédito deve mostrar ligeiro recuo de 0,2% em janeiro, após 11 meses seguidos de expansão, um desempenho marcado por forte componente sazonal, com típica retração das operações para as empresas no mês. Apesar do resultado, a expansão da carteira em 12 meses deve permanecer praticamente estável em 16,4% (ante 16,5% em dezembro de 2021)

Desaceleração deve vir da carteira de pessoas jurídicas, com recuo  de 1,4%, enquanto carteira de pessoas físicas deve crescer 0,7% em janeiro, com expansão anual de 21,0%, a maior desde setembro de 2011

 

O saldo total da carteira de crédito deve mostrar ligeiro recuo de 0,2% em janeiro, após 11 meses seguidos de expansão, um desempenho marcado por forte componente sazonal, com típica retração das operações para as empresas no mês. Apesar do resultado, a expansão da carteira em 12 meses deve permanecer praticamente estável em 16,4% (ante 16,5% em dezembro de 2021).

A Pesquisa de Crédito da FEBRABAN é divulgada mensalmente como uma prévia da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central e as projeções são feitas com base em dados consolidados dos principais bancos do país, que representam de 38% a 88% do saldo total do Sistema Financeiro Nacional, dependendo da linha, além de outras variáveis macroeconômicas que impactam o mercado de crédito.

“Mesmo em um cenário de arrefecimento da atividade econômica, inflação elevada, taxa Selic alta e ainda um aumento dos casos de Covid-19 no começo do ano, os resultados para a expansão anual da carteira total de crédito continuam em patamar elevado, acima de dois dígitos, mostrando que a oferta segue em ritmo importante neste início do ano”, avalia Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da FEBRABAN.

De acordo com a pesquisa, o recuo do mês deve ser liderado pela carteira pessoa jurídica, que deve desacelerar 1,4%, com maior impacto da carteira livre (-1,7%). A carteira direcionada também deverá recuar, 0,8%, em janeiro. Apesar das estimativas, a carteira pessoa jurídica deve seguir apresentando expansão anual de dois dígitos, na faixa de 10,6% (ante 11,1% em dezembro).

A retração de janeiro é decorrente de fatores sazonais, como a redução das operações ligadas ao fluxo de caixa, desconto de duplicatas e recebíveis e antecipação de faturas de cartão, em função do menor movimento do comércio no mês, arrefecimento que é natural após as festas de fim de ano.  

Já a carteira pessoa física deve crescer 0,7% em janeiro, com nova aceleração no ritmo de expansão anual, para 21,0%, o maior desde setembro de 2011 (+21,2%). A alta esperada  da carteira direcionada é de 1,0%, enquanto para a carteira livre, o avanço será mais modesto, de 0,5%, impulsionada nesse caso pelas linhas de crédito pessoal e rotativas.

Concessões

Também impactada por fatores sazonais e do cenário de piora das condições econômicas, as concessões de crédito devem cair 16,2% em janeiro. Entretanto, considerando o valor  ajustado por dias úteis, o recuo deverá ser de 8,2%. Na visão acumulada, no entanto, o volume concedido segue em terreno positivo, acelerando para uma expansão de 22,7% em 12 meses.

As concessões com recursos livres devem recuar 14,7% ante dezembro, afetadas por questões sazonais de linhas ligadas ao comércio. O elevado volume de concessões no mês anterior, em função das  compras de Natal e eventos de fim de ano, afeta a comparação entre os meses.

Para as empresas, o resultado do mês reflete as liquidações sazonais das modalidades relacionadas ao fluxo de caixa, como descontos de duplicatas e recebíveis e antecipações. Já para as famílias, há expectativa de menores concessões no cartão de crédito à vista.

Segundo a pesquisa, as concessões com recursos direcionados devem apresentar uma queda ainda mais expressiva, de 30,4%. O resultado também é impactado por questões sazonais, como o menor volume de concessões do crédito rural e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A Pesquisa Especial de Crédito pode ser acessada neste link.

 

FEBRABAN - Federação Brasileira de Bancos
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