Notícia
14/08/2023

Banco Central avança na estruturação do novo Museu da Valores

O Banco Central avança na reestruturação do Museu de Valores para criar o primeiro museu de economia da América do Sul com exposições interativas e acessíveis.

A reestruturação do Museu de Valores para se transformar no primeiro museu de economia da América do Sul entrou em mais uma etapa de instalação, na sede do Banco Central, com o registro fotográfico das mais de 1.700 peças do acervo que comporão o expositor chamado de Numisfera. Esta supervitrine de 13 x 2,6 metros, cujo conteúdo será uma surpresa, mas que podemos antecipar que contará a história dos meios de pagamento no Brasil com cédulas, moedas, vales metálicos, ações, cartões de crédito e até o Pix, que virou febre no país.

O Museu promete, de forma lúdica, divertida, interativa e com experiências sensoriais, ajudar o visitante a entender que a relação dele com o dinheiro no dia a dia faz parte da economia. 

O projeto começou com uma discussão interna sobre um novo conceito e identidade para o Museu de Valores do Banco Central. Foi, então, elaborado o Plano Museológico 2018-2022, em que se definiu a nova missão: “convidar o cidadão a conhecer e se reconhecer na vida econômica do Brasil, provocando reflexão e diálogo criativo”. 
 
"Economia não é um assunto que só criança desconhece, adultos também. O assunto ainda é um tabu", observa Mary Cheng, coordenadora do Museu de Valores do Banco Central.

Com recursos multimídia e de acessibilidade (como libras e maquetes táteis), o público será conduzido a pensar, por exemplo, sobre o conceito do valor e sua evolução no tempo, oferta e demanda, inflação, juros, poupança, investimentos, crédito, câmbio e comércio internacional.
  
Também tratará de outro tema pouco discutido pela população: a economia do cuidado, relacionado com as atividades de cuidado com a casa e com pessoas e, em geral, não remuneradas, mas é essencial para a continuidade de outros processos econômicos. A viagem pelo mundo da economia será guiada por meio de 20 atrações já definidas e que agora estão em fase de detalhamento. São elas:

  1. Dinheiro, pra que dinheiro?
  2. O começo de tudo
  3. Supermercado de despesas
  4. Estações de Educação Financeira
  5. Tesouros do Museu
  6. Brasil em movimento
  7. Sala Mundo
  8. Sala Ouro
  9. É Real?
  10. Jogos de sustentabilidade
  11. Inflação: O que tem na pança do dragão, Jogo da inflação e hiperinflação
  12. Numisfera
  13. Economia invisível
  14. Viagem no tempo
  15. Dinheiro não nasce em árvore
  16. Ovos de ouro
  17. Galeria
  18. Encantos da Numismática
  19. Temporárias
A transformação conceitual do Museu de Valores está alinhada à estratégia do Banco Central em fomentar a inclusão financeira e a educação financeira e econômica no país. A expectativa é ampliar o diálogo com múltiplos públicos, inspirado por outras experiências internacionais como o MIDE (Museu Interactivo de Economia), no México, pioneiro no tema da economia. A reabertura do Museu de Valores está prevista para 2025.
 
O financiamento do projeto é realizado com verba do Fundo de Defesa de Direitos Difusos - FDD do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os recursos vêm sendo aplicado em reformas de espaço, curadoria, produções, desenho da expografia, pesquisas históricas entre outras ações que seguem simultaneamente e em diversos estágios de execução. 

Reforma
Agora, o Museu de Valores está fechado para a reforma. O espaço está sendo ampliado para mais de 3 mil metros quadrados, com integração de dois jardins adjacentes, e adaptado às novas necessidades, inclusive de acessibilidade. 

Mas os interessados podem acessar o acervo numismático e artístico no site do BC em tour virtual. São cerca de 135 mil peças numismáticas — algumas raríssimas, como a moeda Coração Dom Pedro I — e obras de consagrados artistas, como Portinari, Di Cavalcanti, Tarsila e Volpi. Ver, inclusive, Composição, Bandeira do Brasil, pintada  por Alfredo Volpi, que ganhará espaço de destaque no futuro museu.