Notícia
19/02/2024

Estimativa de alta da carteira de crédito em 2024 é praticamente estável, em 8,4%, mostra Febraban

Pesquisa da Febraban indica estabilidade na projeção de crescimento da carteira de crédito para 2024, com destaque para aumento na carteira direcionada.

Estimativa de alta da carteira de crédito em 2024 é praticamente estável, em 8,4%, mostra Febraban

A projeção de crescimento da carteira de crédito total para 2024 ficou praticamente estável, em 8,4%, ante 8,5% no levantamento feito em dezembro, revela a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Febraban. O destaque desta edição é a expectativa de alta da carteira direcionada, cuja projeção de crescimento subiu de 8,6% para 8,9%, especialmente devido à estimativa de maior expansão da carteira pessoa jurídica, que passou de 7,6% para 8,8%. Já a previsão de alta para a carteira direcionada pessoa física passou de 8,9% para 9,0%

Pela primeira vez, Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da federação traz projeções para 2025, com expansão da carteira total esperada em 8,1%, liderada pelo crédito destinado às famílias, com 9,1%

 

A projeção de crescimento da carteira de crédito total para 2024 ficou praticamente estável, em 8,4%, ante 8,5% no levantamento feito em dezembro, revela a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Febraban. O destaque desta edição é a expectativa de alta da carteira direcionada, cuja projeção de crescimento subiu de 8,6% para 8,9%, especialmente devido à estimativa de maior expansão da carteira pessoa jurídica, que passou de 7,6% para 8,8%. Já a previsão de alta para a carteira direcionada pessoa física passou de 8,9% para 9,0%.

Em relação à carteira com recursos livres, a expectativa de crescimento passou de uma alta de 8,4% para 8,1% para este ano, devido à queda da projeção para o desempenho da carteira destinada às empresas, que passou de 7,6% para 7,4%.

Para 93,8% dos participantes, a expectativa é de alguma melhora do segmento pessoa jurídica ao longo de 2024, após o fraco desempenho de 2023, quando cresceu apenas 1,9%. Para 43,8%, o segmento deve voltar a acelerar ainda no 1º trimestre, enquanto para 50%, apenas a partir do 2º semestre. Já a projeção da carteira livre destinada às famílias subiu ligeiramente, de 8,8% para 8,9%.

A Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Febraban é realizada a cada 45 dias, logo após a divulgação da Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e mostra a estimativa dos bancos para o comportamento de diversas variáveis da economia ao longo deste e do próximo ano.

Esta edição foi feita com entrevistas com 18 bancos entre 6 e 9 de fevereiro. Com este olhar prospectivo, essa pesquisa se diferencia da Pesquisa Especial de Crédito, divulgada mensalmente e que procura antecipar os números do mês anterior que são divulgados na  Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central.

“O resultado da pesquisa pode ser considerado positivo, pois consolida a percepção de que o mercado de crédito tende a apresentar uma evolução positiva em 2024, especialmente na carteira com recursos livres, mais sensível ao ciclo econômico. Além disso, cabe notar que, caso se confirme, a aceleração é mais expressiva do que aparenta, porque em termos reais, o crescimento do crédito sairia de cerca de 3,0%, em 2023, para 4,5% neste ano”, destaca Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban.

A pesquisa captou pela 1ª vez as projeções para o crédito em 2025. A expansão da carteira total esperada para o ano que vem ficou em 8,1%, com alta de 8,6% na carteira livre e 8,0% na direcionada. Para o ano que vem, o destaque é a expansão projetada para a  carteira destinada às famílias, que ficou em 9,1%, tanto no segmento direcionado como no livre.

Quanto à taxa de inadimplência da carteira livre, a pesquisa capturou uma leve melhora na projeção para 2024, saindo de 4,6% (pesquisa de dezembro) para 4,5% da carteira, o que corresponde a uma ligeira  queda em relação ao nível atual do indicador (4,7% em dezembro de 2023, segundo o Banco Central), reforçando a tese de que a inadimplência deve seguir em queda ao longo de 2024. Para 2025, a estimativa ficou em 4,3%, sugerindo continuidade de tal movimento no próximo ano.

 

Selic

Metade dos entrevistados no levantamento já acredita que a taxa Selic deve fechar 2024 acima de 9,0% ao ano. A constatação pode ser explicada pela dinâmica do mercado de trabalho, inflação de serviços pressionada e reavaliação das expectativas em relação ao FED, que parecem impor um viés um pouco mais conservador para a evolução da  taxa Selic.

A mediana para a taxa Selic coletada na pesquisa mostra cortes de 0,50 ponto percentual até julho, quando chegaria a 9,25% ao ano. A partir de setembro, a taxa ficaria estável neste patamar.

 

Câmbio

Em relação à taxa de câmbio, os participantes aguardam uma relativa estabilidade abaixo do nível de R$/US$ 5,00 até o final do 3º trimestre de 2024.

 

Atividade econômica

Sobre a atividade econômica, metade dos participantes espera que o crescimento econômico surpreenda novamente em 2024 e fique acima de 1,6%, estimado até o momento pelo consenso.

 

Inflação

Quanto à inflação, cerca de 61% dos entrevistados projetam que o IPCA deve encerrar o ano em 3,8% (atual consenso do mercado) ou abaixo deste patamar.

 

Fiscal

No âmbito fiscal, pouco mais da metade (55,6%) dos entrevistados projetam que o déficit primário deve ficar em torno de 0,8% do PIB (mediana do mercado) para este ano. Mas, o  mais interessante é que o viés é de um resultado melhor, uma vez que 38,9% esperam um déficit inferior a 0,8% do PIB.

 

Cenário internacional

Outro ponto relevante é que está se consolidando a percepção que o processo de queda dos juros nos EUA deve demorar mais para começar. Cinquenta por cento dos participantes apontam que o início do processo de queda dos juros pelo FED deve começar apenas a partir de junho, enquanto 44,4% dos entrevistados esperam (até a data de realização da pesquisa) que primeiro corte ocorra ainda na reunião de maio.

 

A íntegra da a Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas de dezembro pode ser vista neste link.

 

Febraban - Federação Brasileira de Bancos
Diretoria de Comunicação
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