Notícia
03/07/2024

Títulos de renda fixa mais conservadores atingem maiores rentabilidades do 1º semestre

Títulos de renda fixa conservadores tiveram as maiores rentabilidades no primeiro semestre de 2024.

Os papéis de renda fixa mais conservadores registraram as maiores rentabilidades em junho e no primeiro semestre, segundo os resultados de nossos índices.

“As incertezas e o ambiente de aversão ao risco que dominaram a maior parte do primeiro semestre favoreceram as aplicações mais conservadoras tanto nos papéis públicos quanto nos corporativos” explicou Marcelo Cidade, nosso economista. 

Entre os títulos corporativos, o IDA-DI, índice que acompanha os títulos remunerados pela taxa diária DI, tiveram a maior rentabilidade de junho e do semestre, com crescimento de 1,07% e 6,95%, respectivamente.

Enquanto isso, entre as debêntures indexadas ao IPCA, aquelas que contam com incentivo fiscal, refletidas no IDA IPCA infraestrutura, recuaram 0,65% em junho, mas registraram ganho de 2,63% no ano. Os papéis sem incentivo fiscal, no IDA Ex-Infraestrutura, tiveram performance parecida, com queda de 0,39% no mês e avanço de 2,89% no semestre. 

Por fim, o IDA (nosso índice de debêntures) avançou 0,33% e 5,12% em junho e no semestre, respectivamente.

Títulos públicos
As LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), acompanhadas pelo IMA-S, registraram a maior rentabilidade do mês entre os títulos públicos, com crescimento de 0,81%. No semestre, elas acumularam 5,32% de crescimento.

Entre os prefixados, os papéis com vencimento de até um ano avançaram 0,63% em junho, segundo o índice que os acompanha, o IRF-M 1. No semestre, o crescimento foi de 4,51%. Já os títulos com prazos mais longos (acima de um ano) refletidos no IRF-M 1+ recuaram 0,72% em junho e avançaram 0,22% no ano.

Em relação às NTN-Bs (títulos indexados à inflação), o IMA-B 5, que reflete os papéis com vencimento de até cinco anos, registrou alta de 0,39% em junho e rentabilidade positiva de 3,32% no semestre. Já a carteira de ativos de maior duração, o IMA-B 5+, teve queda no mês e no ano: 2,25% e 5,04%, respectivamente. 

No geral, o IMA, índice formado por todos os títulos que compõem a dívida pública, registrou variação de 0,05% em junho, acumulando retorno de 2,42% no semestre.

Todos os resultados do setor serão divulgados no boletim de renda fixa, a ser publicado no site em breve.

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