Notícia
19/11/2024

Em defesa do Simples: conselheira do CFC participa de audiência pública no Senado

Conselheira do CFC participa de audiência pública no Senado para debater impactos da reforma tributária no Simples Nacional.

Comunicação CFC


Na tarde desta terça-feira (19), a conselheira Ângela Dantas representou o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) nos debates da audiência pública realizada durante a 43ª Reunião Extraordinária da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal.

A audiência foi destinada a tratar sobre o Simples Nacional e instruir o Projeto de Lei Complementar n° 68/2024, que institui, entre outros instrumentos, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS).

Em sua participação, Ângela destacou três pontos focais da reforma tributária sobre as micro e pequenas empresas: o impacto na competitividade comercial dessas empresas, o aumento do custo de compliance tributário e a possibilidade de desidratação do regime do Simples Nacional, caso ele perca suas vantagens competitivas com a reforma. “O texto [da reforma tributária] não solucionou as complexidades atualmente existentes. Ainda não se encontrou uma dinâmica para empresas pequenas. A preocupação da classe contábil se dá com a questão dos sistemas, também. Muito escritórios- em dias de pico – têm que começar a jornada às 6h da manhã para conseguir vencer as obrigações acessórias”, apontou.

A conselheira chamou atenção, ainda, para o elevado esforço fiscal da União, dos estados e dos municípios, bem como o longo convívio entre dois sistemas diferentes (2026 a 2032), o que pode acarretar – assim como outros fatores – no aumento do risco de judicialização de demandas.

O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alfredo Cotait Neto, demonstrou preocupação quanto ao tratamento dado pela reforma tributária às pessoas jurídicas enquadradas no Simples. “Parece que essa reforma vem ignorando o tratamento diferenciado que o Estatuto da Micro e Pequena Empresa e a própria Constituição Federal instituíram no País. São mais de 20 milhões de micro e empresas formalizadas, pessoas físicas que saíram da informalidade, marcando a maior revolução socioeconômica brasileira. A impressão que dá é que ninguém mais olha para os pequenos. O Simples não é renúncia fiscal”, alertou.

Também participaram da audiência, de modo presencial, a advogada e pesquisadora do Núcleo de Estudos Fiscais da Escola de Direito da FGV/SP, Talita Pimenta Félix; o superintendente de Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Sérgio Carraro Telles; o secretário executivo do Simples Nacional, Olielson Franca Lobato Júnior; o diretor de Relações Institucionais da Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas (ANATC), Carley Welter; e o gerente de Políticas Públicas do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlito Merss.

A audiência pública foi transmitida pelo canal do Senado Federal no YouTube e pode ser revista na íntegra clicando aqui.

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